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Capacitação dos agentes envolvidos na execução de planos de ações para emergências

Processo: 18/01016-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Cicero Cardoso Augusto
Beneficiário:Cicero Cardoso Augusto
Empresa:GEOCART GEOPROCESSAMENTO E CARTOGRAFIA LTDA
CNAE: Atividades de apoio à educação
Município: São Paulo
Pesquisadores principais:José Roberto da Silva
Pesq. associados: Araldo Gomes de Souza ; Guilherme Valente de Souza
Assunto(s):Aprendizado social  Mídias sociais 

Resumo

Catástrofes recentes demonstram que a nossa sociedade especializou-se em confrontar a natureza, conforme dados da ONU, entre 1995 e 2015, o Brasil estava entre os 10 países com maior número de afetados, com mais de 38 mil desastres, cerca de 51 milhões de impactados e perdas da ordem de R$ 183 bilhões.Os perigos são bastante conhecidos e não ignorados por nossos legisladores, não faltam regulamentações que tentam minorá-los, como a Política Nacional de Segurança de Barragem (PNSB - lei 12334 de 2010) e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC - lei 12608 de 2012). Entre os documentos destaca-se o Plano de Ação de Emergência - PAE, que estabelece, para cada tipo de emergência, as atividades que devem ser executadas para controle das situações de riscos e salvaguarda da população.Os PAEs, elaborados por organizações com reconhecida competência, são documentos detalhados, submetidos à aprovação por órgãos públicos após apreciação em diferentes colegiados e com manifestações abertas a população. Seu sucesso se dá, principalmente, na garantia de uma ampla divulgação e do entendimento dos seus termos para/pelo público em geral.Entretanto, o Brasil é muitas vezes surpreendido pela extensão dos danos causados por catástrofes. Exemplos eloquentes foram os deslizamentos de morros na região serrana do Rio de Janeiro, em jan/2011, com mais de mil mortes e 300 mil afetados; as chuvas no Paraná, em jun/2014, onde a abertura das comportas da UHE Salto Caxias, da Copel, provocaram onze mortes e 578.220 afetados; e os rompimentos das barragens da Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, em nov/2015 em Mariana, com 19 mortes e, em jan/2019 em Brumadinho, com incontáveis perdas humanas. As concessionárias Vale e Copel, alegaram ter cumprido a legislação, estavam com os documentos aprovados e acionaram os agentes. Porém, notícias da imprensa relatam que a maioria dos afetados não recebeu qualquer comunicado, ignorava o que fazer e, que os agentes, estavam mal treinados; sem equipamentos adequados e desconheciam a realidade da região.Nas tragédias, a natureza e a fatalidade foram consideradas as únicas culpadas. Tal impunidade, faz com que os brilhantes relatórios fiquem restritos a pouquíssimos especialistas que, teoricamente, saberão a melhor forma e momento para atuar e salvar vidas, sem causar pânico. Os resultados das catástrofes demonstram a necessidade de que os conhecimentos no PAE devem ser estendidos a todos os envolvidos.Assim, a equipe com esta pesquisa, tem a pretensão de gerar uma reflexão mais profunda na questão da Gestão de Risco pela ótica da "Educação da População Vulnerável". Uma iniciativa que propõe que a capacitação nos termos do PAE, pode tornar as comunidades mais resilientes e aptas ao enfrentamento de tragédias.São muitas as dificuldades a serem superadas visto a quantidade e heterogeneidade das pessoas vulneráveis desassistidas. As dimensões continentais do Brasil torna-o exposto a uma grande diversidade de eventos extremos. Acrescido a dura realidade socioeconômica do País, que faz com que milhões de brasileiros, com diferentes níveis educacionais, residam em áreas perigosas.Modernas tecnologias nos permitem tentar resolver problema dessa magnitude. Esta pesquisa se insere em um contexto de grande interesse atual, que é o desenvolvimento de sistemas especialistas usando técnicas de Inteligência Artificial - IA, que permitem desenvolver programas de capacitação que simulam a atuação de um professor humano praticando os benefícios de uma instrução individual e personalizada.Dessa forma o objetivo principal da pesquisa é avaliar o impacto que iniciativas de capacitação utilizando IA, terão sobre os conhecimentos, comportamentos e habilidades de todos os agentes envolvidos no PAE. Como resultado será desenvolvida uma plataforma de comunicação e capacitação, pioneira, a fim de subsidiar as comunidades brasileiras, em áreas de risco, no enfrentamento a qualquer tragédia a que esteja exposta. (AU)