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Determinação da frequência de células T CD4 e T CD8 reativas contra tumores de mama em humanos: desvelando a resposta imune anti-tumoral

Processo: 19/14413-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Jose Alexandre Marzagão Barbuto
Beneficiário:Jose Alexandre Marzagão Barbuto
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

À medida que a imunoterapia do câncer ganha importância, a determinação da habilidade de um paciente reagir contra seu tumor se torna inquestionável. Embora a presença de linfócitos T que reconhecem antígenos tumorais específicos seja bem estabelecida, a frequência total de células T tumor-reativas em seres humanos é difícil de determinar, especialmente devido à falta de métodos de análise ampla. Aqui, descrevemos uma estratégia que permite esta determinação em ambos os compartimentos, CD4 e CD8, usando a proliferação de células T induzida por células dendríticas pulsadas com lisados de células tumorais como indicador. Todas os nove doadores saudáveis testados tinham células T CD4 e T CD8, tumor-reativas, circulantes. A detecção destas células T, não só no compartimento "naive", mas também no de memória pode ser vista como uma evidência da vigilância imunológica em humanos. Como esperado, pacientes com câncer de mama tinha frequências maiores de células T tumor-reativas no sangue, mas com diferenças entre os subtipos de câncer de mama. Interessantemente, a frequência de células T tumor-reativas no sangue não se correlacionou com a frequência destas entre as células infiltrantes de tumores, salientando o perigo de se supor uma resposta local no tumor a partir de dados obtidos do sangue. Em conclusão, estes dados acrescentam evidências a favor da imunovigilância em seres humanos, confirmam que parâmetros imunes do sangue podem enganar e descrevem uma ferramenta para seguir a resposta imune tumor-específica em seres humanos e, assim, desenhar melhores abordagens imunoterapêuticas. (AU)