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Novas estratégias para combater uma praga agrícola invasora

Resumo

Helicoverpa armigera é uma das pragas mais prejudiciais da agricultura na Ásia, África e Austrália. E agora essa espécie de praga invadiu o Brasil e está se espalhando para outros países da América do Sul. Ele tem o potencial de se hibridizar com uma praga nativa intimamente relacionada, Helicoverpa zea. A Helicoverpa zea pode ser controlada por inseticidas químicos porque não desenvolveu resistência, mas a H. armigera ataca muitas das mesmas culturas e não pode ser controlada usando inseticidas químicos. Existem evidências genéticas de hibridização entre as duas espécies e os híbridos podem formar uma nova superpraga. Essas questões estão associadas aos objetivos do projeto Jovem Pesquisador FAPESP (2014 / 11495-3). Aqui, construímos uma proposta estratégica de colaboração com o Dr. David Heckel (Instituto Max Planck na Alemanha) com os objetivos gerais do nosso estudo para determinar a natureza do problema e propor novas estratégias para controlar a praga e avaliar o perigo de hibridização. As equipes alemã e brasileira estão no topo de seus respectivos campos, como pode ser visto pelas publicações do pessoal participante. A ESALQ é a instituição agrícola líder no Brasil. O Instituto Max Planck de Ecologia Química é o principal instituto de ecologia química em todo o mundo. Assim, nossos objetivos específicos são: Objetivo 1) Determinar os níveis de resistência a inseticidas químicos e toxinas Bt de populações invasivas de H. armigera no Brasil, comparando com os níveis de tolerância da H. zea nativa, para determinar a extensão do problema de resistência. Objetivo 2) Determinar a composição de feromônios sexuais emitida por fêmeas invasoras de H. armigera e a mistura mais atraente para machos invasivos de H. armigera, em comparação com os feromônios da H. zea nativa, para avaliar o potencial de uso de feromônios no monitoramento e supressão populacional. Objetivo 3) Avaliar os níveis de hibridização de populações de campo de H. armigera e H. zea usando marcadores moleculares, para determinar a probabilidade de que a hibridização produza uma superpraga. Objetivo 4) Investigar populações brasileiras de H. armigera invasoras e H. zea nativa para parasitoides, especificamente o parasitoide Ophryocystis sp encontrado em populações australianas de H. armigera, a fim de investigar a possibilidade de liberar este parasita como um meio de controle biológico de pragas. Esta proposta é o primeiro passo para consolidar a aplicação de novas ferramentas de pesquisa, orientações e colaborações sinérgicas para investigar as interações entre insetos e agroecossistemas tropicais. Esta pesquisa não somente levará ao desenvolvimento de soluções duráveis que melhorem o manejo de insetos, mas também proporcionará uma oportunidade de treinamento para que os estudantes integrem ciência básica e fundacional com problemas práticos e aplicados. Acreditamos que uma parceria formal com o Dr. David Heckel é mais um passo crucial para consolidar a Ecologia Molecular de Artrópodes aplicada a insetos agrícolas no Brasil. (AU)