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Metabólitos naturais para o tratamento da gonorreia resistente a antimicrobianos e da leishmaniose visceral

Processo: 18/26655-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Convênio/Acordo: University of Southampton
Proposta de Mobilidade: SPRINT - Projetos de pesquisa - Mobilidade
Pesquisador responsável:André Gustavo Tempone Cardoso
Beneficiário:André Gustavo Tempone Cardoso
Pesq. responsável no exterior: Myron Christodoulides
Instituição no exterior: University of Southampton, Inglaterra
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Instituição parceira: University of Southampton
Pesq. associados:João Henrique Ghilardi Lago
Vinculado ao auxílio:18/10279-6 - Seleção e otimização de novos candidatos a fármacos para Leishmaniose e Doença de Chagas, AP.R
Assunto(s):Resistência microbiana a medicamentos  Gonorreia  Neisseria gonorrhoeae  Leishmaniose  Leishmania  Descoberta de drogas  Produtos naturais  Cooperação internacional 

Resumo

Neisseria gonorrhoeae (Ng, gonococcus) é o agente causador da gonorreia, uma doença sexualmente transmissível que afeta 78 milhões de pessoas no mundo. A infecção gonocócica é frequentemente assintomática, mas sequelas a longo prazo e / ou permanentes podem se desenvolver em indivíduos. Um tratamento antimicrobiano eficaz, acessível e de baixo custo é essencial para seu manejo e controle. No entanto, os gonococos desenvolveram resistência a todos os antimicrobianos recomendados e o organismo ganhou o epíteto de "Superbug". A leishmaniose é uma doença negligenciada causada por protozoários e afeta aproximadamente 12 milhões de pessoas. A leishmaniose visceral (LV) é fatal se não tratada e estima-se que cause cerca de 50.000 mortes a cada ano. A quimioterapia continua sendo o elemento mais importante no controle da LV, sendo altamente tóxica e de baixa eficácia. Novos tratamentos são necessários. Os metabólitos naturais de plantas e microorganismos são uma ferramenta poderosa para o desenho de novos fármacos. A flora brasileira tem sido considerada uma fonte promissora dessas pequenas moléculas. Entre os microrganismos, as bactérias terrestres e marinhas oferecem uma enorme quimiodiversidade e demonstraram produzir poderosos compostos antimicrobianos que podem ser utilizados como protótipos em estudos de Drug Discovery. Neste projeto, pretendemos explorar essa ligação entre estrutura molecular e bioatividade para conectar diretamente a biodiversidade à descoberta de novos fármacos. Como parte do projeto FAPESP 2018/10279-6, o Prof. Tempone e o Prof. Lago geraram um banco de compostos naturais bioativos para serem usados em um programa de otimização de moléculas para leishmaniose e doença de Chagas. Desta forma, compostos isolados e quimicamente caracterizados serão testados contra cepas resistentes de Neisseria gonorrhoea na Universidade de Southampton. Na busca por protótipos naturais para a LV, metabólitos microbianos de diferentes fontes, incluindo bactérias de sedimentos marinhos de Southampton (Reino Unido) e diferentes espécies patogênicas de Neisseria sp, serão investigados quanto ao potencial antiparasitário. Extratos bioativos selecionados serão submetidos a procedimentos de desreplicação usando LC/MS e RMN para identificar os metabólitos microbianos. Utilizando o fracionamento biomonitorado, os compostos ativos serão isolados e quimicamente caracterizados por análises espectrométricas e espectroscópicas. Propomos usar esta metodologia como uma abordagem para estudar objetivos de longo prazo, gerando dados pilotos e colaborações entre nossos grupos de pesquisa e instituições. (AU)