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Qualidade da água de reservatórios paulistas: o peso das evidências

Processo: 19/10845-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2019 - 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Pesquisador responsável:Marcelo Luiz Martins Pompêo
Beneficiário:Marcelo Luiz Martins Pompêo
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Lúcia Brandimarte ; Marisa Dantas Bitencourt Pereira ; Viviane Moschini Carlos
Assunto(s):Eutrofização  Qualidade da água  Heterogeneidade espacial  Reservatórios  Limnologia 

Resumo

A eutrofização é um processo histórico e recorrente e não pode ser negligenciado no Brasil. Com base no Atlas Esgotos, de 2018, há cerca de 95 milhões de pessoas em equivalente esgoto lançados in natura, sem tratamento no país. Este cenário permite concluir que é fundamental manter ativos programas de monitoramento da qualidade da água e do sedimento, com as informações disponibilizadas em relatórios de acesso público, com coletas em cada ponto de monitoramento, mas também são interessantes outras abordagens, complementares aos estudos presenciais. Assim, este trabalho tem como objetivo principal estudar de forma comparativa inúmeros e diferentes reservatórios paulistas, incorporando diversos olhares, as linhas de evidências químicas, biológicas e toxicológicas, como as análises da qualidade da água (metais, fitoplâncton, zooplâncton, mapas temáticos de clorofila a e DS, estes últimos estimados por algoritmos em imagens de satélites), do sedimento e com testes de toxicidade. Espera-se que o peso das evidências permita melhor qualificar a qualidade dos reservatórios estudados. Para tanto, serão empregadas equações estimadoras e gerados mapas temáticos com as imagens do satélite Sentinel 2 (A e B). Mas decorrente da abrangência desta proposta, no presente serão unicamente utilizados os reservatórios que compõem a cena T23KLP, o Guarapiranga, Billings, braço Rio Grande, Rio das Pedras, Taiaçupeba, Jundiai, Biritiba Mirim, Ponte Nova e Paraitinga, importantes reservatórios empregados para o abastecimento público e geração de hidroeletricidade. A escolha destes reservatórios também se deve à proximidade com a sede deste trabalho. Para gerar as equações serão empregados os dados de campo disponibilizados nos Relatório de qualidade das águas interiores no Estado de São Paulo, produzidos anualmente pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), dos anos de 2015 a 2019. Nestes relatórios há informações sobre a localização das estações de monitoramento e das concentrações de Chla e DS para cada estação. Apenas para a Billings, há quatro pontos de monitoramento executado mensalmente a cada ano. As imagens serão baixadas com datas de no máximo três dias anteriores ou posteriores à data de coleta e testados algoritmos para Chla e DS, em ajustes lineares, logarítmicos, exponenciais e polinomiais, para se obter a melhor correlação, visando relacionar seus respectivos índices com dados de campo. O cálculo do IET seguira as clássicas equações de Carlson e Lamparelli (Cetesb). Em 2019 e 2020 ocorrerão amostragens nestes reservatórios, em ao menos três estações de coletas por reservatório, para validar os algoritmos. Conjuntamente, serão estudados em perfil a massa de água (temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade elétrica - sonda multiparâmetros), as concentrações da série nitrogenada e de fósforo, a Chla e metais, além do fitoplâncton e zooplâncton (aspectos qualitativo e quantitativo) e sedimento (metais e testes de toxicidade). Espera-se também observar se há algum padrão, com a zona da barragem em muitos reservatórios mais lêntico e menos eutrófico, quando comparado com a parte alta, além de se obter um diagnóstico sobre a qualidade ecológica dos reservatórios estudados, com base em muitas linhas de evidências. (AU)