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Armadilha inteligente para o monitoramento automatizado do bicudo-do-algodoeiro

Processo: 19/00943-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola - Máquinas e Implementos Agrícolas
Pesquisador responsável:Fabricio Theodoro Soares
Beneficiário:Fabricio Theodoro Soares
Empresa:Iagro Tecnologia e Inovação na Agricultura Ltda
CNAE: Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, exceto para irrigação
Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
Município: Campinas
Pesq. associados:Eduardo Fernandes Nunes ; Ícaro Cavalcante Dourado
Assunto(s):Manejo integrado de pragas  Internet das coisas  Bicudo-do-algodoeiro 

Resumo

A introdução do bicudo-do-algodoeiro foi o divisor de águas da cotonicultura brasileira. A experiência obtida desde então, passados 35 anos, indica que esta pode ser uma das pragas mais danosas da nossa agricultura. As infestações podem destruir completamente a produção de uma unidade produtiva. Estima-se uma perda média de 5,7 arrobas por hectare ocasionada pela praga, podendo variar de 3 a 15 arrobas. Se adicionarmos às perdas médias os gastos com o seu controle, o valor médio de US$ 375,00 por hectare por ano é atingido. Somente no estado do Mato Grosso, maior produtor de algodão do Brasil, com cerca de 586 mil hectares (safra 2015/2016), as perdas e gastos com o bicudo chegaram a US$ 220 milhões por ano. As armadilhas convencionais de feromônio grandlure para o monitoramento manual do bicudo-do-algodoeiro, são ferramentas essenciais para a identificação da entrada das pragas na lavoura e para o planejamento de ações corretivas. Contudo, o processo de monitoramento convencional possui falhas: o intervalo semanal de inspeção das armadilhas não é breve o suficiente para o manejo preciso; a inspeção manual demanda a mobilização de pessoal em campo; e a falta de digitalização e integração dos dados torna o combate ao bicudo-do-algodoeiro uma tarefa subjetiva e passível de falhas. Este projeto de pesquisa foi elaborado com a meta de avançar no desenvolvimento da tecnologia que foi concebida em seu estágio inicial pela empresa proponente, que utilizou um conjunto de sensores em uma armadilha para detectar e contar os insetos capturados de maneira automatizada. Além da contagem automática, o equipamento faz a transmissão diária dos dados de captura para um servidor, por meio de tecnologia de comunicação para a Internet das Coisas. A atração dos insetos é feita com feromônios sexuais sintéticos. A tecnologia permitirá a leitura diária da dinâmica das pragas, a integração dos dados em um servidor WEB, a exibição de mapas de calor da densidade populacional e relatórios dedicados para o manejo mais eficiente e preciso da praga. Os objetivos do projeto contemplam: o desenvolvimento da tecnologia para a detecção e contagem dos insetos; o estudo e projetos mecânico e eletrônico do equipamento para a operação nas condições de campo; e o desenvolvimento da plataforma WEB e recursos digitais para o manejo da praga. Como resultados esperados, pretende-se obter o produto em sua versão inicial, capaz de operar em unidades produtivas de algodão, transmitindo os dados para a plataforma WEB e possibilitando o fácil acesso e interpretação das informações. As atividades do projeto foram divididas por área de conhecimento. As equipes responsáveis por cada etapa foram selecionadas para se obter o melhor rendimento. Serão utilizados recursos somados da empresa, de instituições parceiras e conveniadas, além da solicitação de bolsas de Capacitação Técnica. Testes funcionais e testes operacionais de campo serão conduzidos para a avaliação do progresso das atividades e para a elaboração dos relatórios do projeto. Finalmente, a solução traz inovações importantes para a agricultura Brasileira, a agricultura digital e o rendimento econômico da produção nacional de algodão. (AU)