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Governança da transição florestal na Mata Atlântica: aumentando nosso conhecimento sobre a recuperação florestal e os serviços ecossistêmicos

Processo: 18/20501-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Convênio/Acordo: Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO)
Pesquisador responsável:Alexandre Camargo Martensen
Beneficiário:Alexandre Camargo Martensen
Pesq. responsável no exterior: Rene Boot
Instituição no exterior: Utrecht University (UU), Holanda
Instituição-sede: Centro de Ciências da Natureza (CCN). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Campus de Lagoa do Sino. Buri , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre Uezu ; Vinícius de Avelar São Pedro
Assunto(s):Ecologia da paisagem  Serviços ambientais  Restauração florestal  Reflorestamento  Conservação dos recursos naturais   Manejo da paisagem 

Resumo

O declínio histórico das florestas da Mata Atlântica recentemente se inverteu, transformando-se em um modesto aumento das áreas florestadas. Este incremento é largamente baseado em ações voluntárias, o que representa um grande desafio para as metas de políticas públicas de reflorestamento, uma vez que as áreas de boa produtividade agrícolas têm um forte efeito sobre os preços das terras. Desta forma, o reflorestamento torna-se altamente caro e, como resultado, foca-se majoritariamente na restauração de áreas marginais e pastagens degradadas. Isso nem sempre gera os efeitos desejados em termos de conservação da biodiversidade e prestação de serviços ecossistêmicos em geral. Em uma abordagem de paisagem, a governança dos serviços ecossistêmicos requer a criação de regras compartilhadas entre os atores da paisagem que resultem em um uso justo e sustentável dos recursos naturais. As regras podem incluir incentivos, embora as relações entre os serviços e seus valores podem não variar linearmente, prejudicando os benefícios marginais que o sistema de pagamentos pode ter. Os pagamentos também podem causar conflitos entre os atores e podem levar a perda de seus efeitos. A fim de aprimorar a eficácia das estratégias de restauração, deve ser criado um ambiente político favorável para pagamentos de serviços ecossistêmicos, que será estudado em detalhe neste projeto. Apesar do aumento da área florestal, os processos e serviços do ecossistema podem não ser totalmente restaurados, uma vez que os serviços são distribuídos de maneira heterogênea no espaço e no tempo, muitas vezes apresentando trade-offs espaço-temporais entre os vários serviços. De forma a se fornecer informações que suportem a governança dos serviços ecossistêmicos em paisagens antrópicas e para apoiar os esforços de reflorestamento e da produção de múltiplos benefícios nestas paisagens, é necessário uma melhor compreensão de como estes serviços estão distribuídos no tempo e no espaço. Até o momento, o conhecimento sobre a distribuição temporal e espacial dos serviços ecossistêmicos prestados pelas restaurações e seus trade-offs com outros usos do solo está em grande parte indisponível. No entanto, novos arcabouços para se estudar a dinâmica das florestas foram desenvolvidos, nos quais iremos nos fundamentar. O projeto abordará os sistemas socioecológicos que impulsionam a mudança florestal e a distribuição espacial dos serviços ecossistêmicos na paisagem. Ademais, será avaliado o ambiente político que facilitaria o desenvolvimento de potenciais incentivos para a restauração florestal. (AU)