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Avaliação da viabilidade da histerectomia laparoscópica-robótica assistida para o transplante uterino na paciente doadora. descrição da técnica cirúrgica da doadora e receptora em pacientes inter-vivos

Processo: 19/06154-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Ricardo dos Reis
Beneficiário:Ricardo dos Reis
Instituição-sede: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos , SP, Brasil
Pesq. associados: Marcelo de Andrade Vieira
Assunto(s):Robótica  Transplantes  Transplante uterino  Laparoscopia  Histerectomia 

Resumo

Atualmente, pacientes que não possuem útero ou que possuem útero disfuncional enfrentam grandes dificuldades quando apresentam desejo reprodutivo. O transplante de útero (3) surge como uma revolucionária forma de tratamento para infertilidade por fator uterino. Nos Estados Unidos, trata-se da única opção de tratamento que possibilitaria a essas pacientes vivenciarem o período de gestação e terem seus filhos.(1) No Brasil são realizadas cerca 100 mil histerectomias anualmente.(2) Existem 2 formas da realização da retirada do útero na paciente doadora. A primeira, descrita desde 2014 que é a técnica convencional laparotômica. Entretanto, os estudos descrevem cirurgias de longa duração variando de 10,5 a 13 horas o que impactam diretamente no resultado final cirúrgico. (4) E, uma segunda alternativa é através da técnica minimamente invasiva, laparoscópica ou laparoscópica-robótica assistida que está relacionada ao menor tempo cirúrgico e menor sangramento intra-operatória (5). A factibilidade da via minimamente invasiva foi descrita, em 2017, por Puntambekar S e colaboradores (cols). Descrito em 2016, a via laparoscópica-robótica assistida já tem até o momento 14 casos descritos de tentativas de transplantes uteri- nos com sucessos. (6, 7). Foi descrito que os cirurgiões oncológicos já haviam realizados no mínimo 60 histerectomias radicais e linfadenectomias pélvicas previamente, fator este, que influenciou diretamente no resultado cirúrgico final. (6) Nosso objetivo neste projeto é realizar cirurgia de transplante uterino no Hospital de Câncer de Barretos, descrever nossa técnica cirúrgica e replicar a técnica previamente já descrita em outros centros mundiais. Acreditamos, que este procedimento acompanhará a evolução já realizada até o momento na cirurgia de transplante uterino e mantém o Brasil como um dos países pioneiros do mundo a realizar este procedimento. (AU)