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A arqueologia como disciplina para estudo da arquitetura ferroviária: práticas metodológicas no março de uma análise comparada Brasil-China

Processo: 19/20530-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 16 de março de 2020 - 18 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Eduardo Romero de Oliveira
Beneficiário:Eduardo Romero de Oliveira
Pesquisador visitante: Juan Manuel Cano Sanchiz
Inst. do pesquisador visitante: University of Science and Technology Beijing (USTB), China
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rosana. Rosana , SP, Brasil
Assunto(s):Arqueologia industrial  Ferrovias  Patrimônio ferroviário  Patrimônio industrial  São Paulo  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

Esta proposta de Auxílio Pesquisador Visitante tem como o objetivo principal completar as atividades arqueológicas previstas no plano de trabalho da quarta fase do projeto Memória Ferroviária (FAPESP 2018/23340-5). Para tal, a proposta visa desenvolver análises comparadas Brasil-China em matéria de história e patrimônio ferroviários. A seleção destes países se justifica pelo fato de ambos serem territórios de grande escala, ter experimentado processos de industrialização tardios e formar parte, no presente, do grupo BRICS de economias emergentes. No entanto, apesar dos múltiplos pontos comuns, hoje os sistemas ferroviários brasileiro e chinês também apresentam diferenças, sobretudo a respeito do transporte de passageiros. Nossa análise comparada se baseia na arquitetura ferroviária. A pesquisa objetiva compara o uso de materiais construtivos, tipologias, técnicas e tecnologias no Brasil e na China. Tomam-se como amostras de estudo o trecho Jundiaí-Campinas, no estado de São Paulo, e alguns casos dentre as linhas Jingguang, Jing-Zhang, Chengkun, Jiaoji e Zhongdong, na China. No final, a pesquisa visa entender como os processos de globalização associados às ferrovias foram adotados, adaptados ou rejeitados no Brasil e na China, que é tópico de investigação comum ao projeto Memória Ferroviária e de pesquisa em desenvolvimento na USTB/ ICHHST. Do ponto de vista metodológico, os trabalhos se baseiam nas ferramentas de registro arqueológico (já definidas em anteriores fases de trabalho) e de análise em arqueologia da arquitetura. Por conta disso, a proposta também interage metodologicamente com o ambiente multi-disciplinar do projeto Memória Ferroviária. Esta pesquisa se apoia tanto nos trabalhos já completados quanto em andamento no Memória Ferroviária, dialoga com as distintas disciplinas envolvidas no mesmo (sobretudo arquitetura, história e ciências do patrimônio), e, ao mesmo tempo, contribui para avançar na implementação das ferramentas arqueológicas nos seus sistemas de registro, análise e preservação do patrimônio ferroviário. (AU)