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Desenvolvimento de nanopartículas biológicas para potencialização da resposta imune antitumoral

Processo: 19/04458-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Marcio Chaim Bajgelman
Beneficiário:Marcio Chaim Bajgelman
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Nanopartículas  Engenharia genética  Vesículas extracelulares  Neoplasias  Imunomodulação 

Resumo

Abordagens de imunoterapia tem revolucionado perspectivas no tratamento de câncer humano. Anticorpos conhecidos como inibidores de checkpoint atuam em receptores constitutivamente expressos em linfócitos, bloqueando mecanismos de imunossupressão que antagonizam a resposta antitumoral. Dessa forma estimula-se um fortalecimento da atividade linfocitária e potencialização da imunovigilância antitumoral. Em reconhecimento a sua relevância, os inibidores de checkpoint imunológico foram tema do prêmio Nobel de medicina de 2018. Apesar do sucesso destes inibidores, ainda existem inúmeros casos de câncer que não são responsivos às terapias existentes. Neste sentido, verifica-se a importância da pesquisa nesta área de conhecimento, com o objetivo de incrementar o repertório de recursos disponíveis para a terapêutica. Nossa proposta consiste em desenvolver uma nova estratégia de imunoterapia, baseada na utilização de nanopartículas biológicas derivadas de vesículas extracelulares. Essas vesículas podem ser multifuncionais, decoradas com ligantes que possibilitam dirigir o tropismo da partícula para o sítio tumoral, estimular o sistema imunológico, além de possibilitar o carreamento de moléculas citotóxicas para potencializar a eliminação de células tumorais. O fundamento deste projeto é derivado de resultados anteriores de nosso grupo em que observamos a importância biológica de vesículas secretadas por vacinas antitumorais contendo ligantes de receptores TNFSF. Verificamos que estas vesículas apresentaram efeitos imunomodulatórios atuando na coestimulação de células T. Embora estas vesículas tenham estimulado atividade de células T, este efeito não era restrito ao sítio tumoral, pois as partículas coestimulatórias eram administradas de forma sistêmica, sem um direcionamento tecido-específico. Neste projeto, planejamos dirigir o efeito imunomodulatório para o sítio tumoral, ativando células dendríticas localmente e então potencializando-se a resposta imune antitumoral. (AU)