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Efeito da exposição à cafeína sobre vias mitofágicas: implicações sobre a diferenciação de células progenitoras musculares

Processo: 19/12236-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Igor Luchini Baptista
Beneficiário:Igor Luchini Baptista
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Assunto(s):Imunofluorescência  Diferenciação  Regeneração  Regeneração tecidual 

Resumo

O processo regenerativo do músculo esquelético é fundamental para que ocorra a recuperação da funcionalidade tecidual após todos os tipos de lesões, de pequena ou grande extensão, sendo responsável por manter a homeostase do músculo esquelético e consequentemente a saúde do corpo todo. Em trabalho prévio de nosso grupo (em revisão), demonstramos que os camundongos Parkin-/-, mesmo antes do desenvolvimento do quadro de Parkinsonismo, possuem um atraso no processo autofágico das células progenitoras miogênicas com consequente atraso no processo regenerativo do músculo esquelético. Um dos agentes associados à prevenção da neurotoxicidade associada ao Parkinson é a cafeína, porém devido ao seu amplo espectro de ação, pouco se sabe dos efeitos deste composto sobre células precursoras miogênicas. Nesse cenário, levantamos a hipótese que a cafeína possa ser um agente terapêutico e influenciar os mecanismos que controlam a população mitocondrial, efeitos estes relacionados a sua capacidade de induzir mecanismos autofágicos em vários tipos celulares e biogênese mitocondrial em células musculares. Assim, o objetivo principal deste projeto é investigar os efeitos da cafeína durante o processo de diferenciação de células satélites in vitro e, sobre a regeneração muscular esquelética de camundongos selvagens (WT) e nocautes para Parkin (Parkin-/-). Além disso, pretendemos investigar se os camundongos Parkin-/- possuem deficiência na absorção e/ou metabolização da cafeína, como sugerido em pacientes que possuem mutações no gene Park2. Essas informações serão de grande relevância, pois podem indicar uma nova forma de ação da cafeína sobre o tecido muscular, além de apontar possíveis terapias para miopatias. (AU)