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Habilidade dos pulsos ultrassônicos de alta intensidade e microbolhas para limitar a extensão do infarto agudo do miocárdio I. estudo HUBBLE-I

Processo: 18/06387-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 31 de outubro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Wilson Mathias Júnior
Beneficiário:Wilson Mathias Júnior
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Carlos Eduardo Rochitte ; Edilamar Menezes de Oliveira ; Jeane Mike Tsutsui ; João Cesar Nunes Sbano ; José Carlos Nicolau ; Luciene Ferreira Azevedo ; Mucio Tavares de Oliveira Junior ; Pai Chi Nan ; Roberto Kalil Filho ; SANDRA REGINA SCHWARZWALDER SPROVIERI ; Sergio Shiguemi Furuie
Assunto(s):Doença da artéria coronariana  Ecocardiografia  Sonotrombólise  Cardiologia  Infarto do miocárdio 

Resumo

No Brasil, doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 25% de todos os óbitos anualmente, sendo metade deles por síndromes coronarianas agudas. Elas respondem por aproximadamente 50% dos custos de nosso sistema único de saúde e, mesmo assim, o acesso às terapias de eleição como a angioplastia primária e fibrinolítica não ultrapassa 40% dos afetados. A sonotrombólise é terapia inovadora, pesquisada por vários grupos no mundo há mais de 15 anos e aplicada pela primeira vez em seres humanos no Brasil por nosso grupo. A sonotrombólise resulta da infusão endovenosa contínua de bilhões microbolhas do tamanho de 1/3 de uma hemácia que, rompidas intermitentemente por ultrassom de alta energia, promovem a restauração da microcirculação coronária, melhorando o prognóstico de pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM). A sonotrombólise tem o potencial de ser aplicada de forma simples e com baixos riscos para o paciente por um profissional de saúde, com apoio médico especializado por meio de telemedicina a fim de se estabelecer o diagnóstico de IAM, tanto em hospitais terciários como em centros de atenção primária ou em ambulâncias. Adicionalmente, esta tecnologia ainda tem o potencial de revolucionar o tratamento de todas as terapias ocasionadas por trombose aguda, como o acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e a trombose venosa profunda. Neste novo estudo propomos avançar o conhecimento aplicando esta técnica em múltiplos centros, nos mais variados cenários das síndromes coronarianas agudas, nos ambientes pré hospitalar, de atenção primária e secundária, com o intuito de demonstrar sua exequibilidade, segurança e eficácia em todas estas situações. Também está no escopo deste estudo o desenvolvimento de protótipo portátil, sem necessidade de geração de imagem ultrassonográfica, de simples manuseio e capaz de gerar pulsos intermitentes de ultrassom a fim de promover a sonotrombólise. Assim, esta tecnologia tem o potencial de simplificar o tratamento das síndromes trombóticas agudas e, no longo prazo, propiciar o princípio básico do Estado que é em prover atenção médica de última geração à população brasileira. (AU)