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O efeito da aplicação tópica de rosuvastatina - dexametasona em osteonecrose da mandíbula induzida por bisfosfonato: um estudo in vivo

Resumo

A crescente incidência de casos de osteonecrose maxilar (ONM) tornou-se uma preocupação entre os profissionais de saúde. Suas principais causas estão relacionadas à inibição da remodelação óssea devido à disfunção dos osteoclastos, processo inflamatório associados à infecção local e comprometimento da angiogênese. Essa condição geralmente é iniciada após intervenções odontológicas em pacientes que tomam antirreabsortivos, principalmente os bisfosfonatos (BFs), que são usados na clínica médica para o tratamento de doenças ósseas metabólicas ou como adjuvante no tratamento de alguns tipos de câncer. Até o momento, não existe uma terapia preventiva eficaz que elimine ou diminua o risco / gravidade do ONM. As estatinas, fármacos com função hipolipemiante, têm demonstrado efeitos positivos no tecido ósseo, o que pode ser útil na terapia dessa doença. Considera-se que a rosuvastatina possui atividade anti-inflamatória e antimicrobiana, possui propriedades antioxidantes e angiogênicas, além de estimular a proliferação de osteoblastos e proporcionar maior deposição da matriz óssea. Outra droga que influencia o tecido ósseo é a dexametasona, mas sua relação com a ONM em doses subagudas e para aplicação tópica não foi estabelecida. Portanto, o objetivo deste estudo é desenvolver um sistema de liberação angiogênico / osteogênico / antimicrobiano melhorado para a prevenção da osteonecrose. Para alcançar isso, os seguintes objetivos são definidos: 1. Desenvolver novas formulações terapêuticas através do sistema Layer by Layer (LbL) contendo rosuvastatina e dexametasona (Universidade de Cardiff); 2. Eficácia in vivo da terapêutica empregando um modelo animal de osteonecrose maxilar (ONM); 3. Realizar análises clínicas, radiográficas e histológicas; 4. Realizar análises microbiológicas. (AU)