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Avaliação da biodisponibilidade proteica do feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) por metodologia inovadora empregando isótopos estáveis, em adultos e idosos

Processo: 17/01578-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Eduardo Ferriolli
Beneficiário:Eduardo Ferriolli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Karina Pfrimer ; Luiz Carlos Roma Júnior ; Márcia Saladini Vieira Salles ; Roberto Botelho Ferraz Branco
Assunto(s):Digestibilidade  Idosos  Aminoácidos  Biodisponibilidade  Feijão  Água pesada  Isótopos estáveis 

Resumo

A qualidade da proteína ingerida tem importante papel dentro das necessidades nutricionais ao longo da vida em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento e, em particular, durante a gravidez, primeira infância e envelhecimento. A incerteza sobre a qualidade da dieta, especificamente com referência a qualidade de proteínas, tem potenciais impactos sobre a saúde, economia, agricultura e segurança alimentar de uma nação. As estimativas de digestibilidade (biodisponibilidade) proteica com base na análise de efluente ileal e fezes não representam a qualidade de aminoácidos absorvidos. Idealmente, a biodisponibilidade de aminoácidos deve ser medida por meio de métodos que avaliem a diferença entre aminoácidos consumidos e os aminoácidos absorvidos. No entanto, a absorção de aminoácidos é praticamente não mensurável de forma não invasiva em seres humanos saudáveis. O uso de proteína vegetal intrinsecamente marcada por isótopo estável oferece uma solução inovadora para este problema. A água deuterada (2H2O) é apropriada para marcar intrinsecamente as proteínas vegetais como as do feijão. Os aminoácidos marcados presentes são ingeridos na refeição teste e incorporados no organismo, representando uma medida de biodisponibilidade única. Este estudo tem o objetivo de desenvolver, implementar e aplicar nova metodologia, empregando isótopos estáveis, para a avaliação da biodisponibilidade proteica, empregando como exemplo o feijão, alimento de grande importância na alimentação em geral, por meio da técnica de isótopo estável usando deutério. O projeto será dividido em duas partes: uma de agricultura e outra de nutrição humana. Será realizada a plantação/colheita do feijão Phaseolus vulgaris L. Após duas semanas da florescência, será adicionada água deuterada à plantação do feijão, que será, posteriormente, secado. Serão feitas análises bromatológicas e a avaliação da incorporação de deutério no feijão. Concomitantemente ao cultivo de feijão, será feito um teste de absorção proteica piloto com 15 voluntários saudáveis para validação dos métodos. Serão utilizados como marcadores, para efeito de comparações, a proteína do leite marcado com deutério (alta absorção) e feijão marcado com deutério (refeição teste). Os voluntários irão consumir a refeição teste. Serão colhidas amostras de sangue e urina no período basal (antes da refeição) e, a cada hora, até oito horas após a refeição. Posteriormente, será realizado o segundo experimento de nutrição e saúde humana; o feijão produzido no experimento da agricultura, não marcado, será ministrado para voluntários idosos residentes em instituição de longa permanência, com uma preparação de feijão comumente consumida pelos brasileiros (de molho por quatro horas depois cozido à pressão) por duas semanas. Ao final da segunda semana será realizado o experimento de medida da biodisponibilidade, com o oferecimento do feijão marcado, sendo coletadas as amostras biológicas que apresentarem os melhores resultados obtidos no primeiro experimento de nutrição. As amostras serão analisadas por espectrometria de massa de razão isotópica. Espera-se que esta metodologia possa promover um melhor entendimento sobre a absorção de proteínas e aminoácidos, utilizando métodos menos invasivos e passíveis de emprego com diferentes alimentos e em diferentes grupos etários e condições clínicas. Este trabalho terá importante impacto para a população em geral como também para agricultores, agentes de saúde, nutricionistas, enfermeiros e médicos. (AU)