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Participação dos astrócitos na modulação da excitabilidade de neurônios magnocelulares do núcleo supraóptico mediante alterações da osmolalidade plasmática

Processo: 18/07027-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 30 de novembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Melina Pires da Silva Moraes
Beneficiário:Melina Pires da Silva Moraes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Benedito Honorio Machado
Bolsa(s) vinculada(s):19/26034-5 - Participação dos astrócitos na modulação da excitabilidade de neurônios magnocelulares do núcleo supraóptico mediante alterações da osmolalidade plasmática, BP.JP
Assunto(s):Canais iônicos  Optogenética  Eletrofisiologia  Astrócitos 

Resumo

O núcleo supraóptico (SON), uma das várias áreas hipotalâmicas envolvidas no equilíbrio hidroeletrolítico, é de suma importância na complexa rede de sistemas fisiológicos que atuam na manutenção da homeostase. Devido ao fato dos neurônios que constituem este núcleo apresentarem propriedades eletrofisiológicas de osmorreceptores, que independem das informações provenientes de outras regiões, o SON tem sido utilizado como modelo ideal para o estudo da osmorregulação. Nos últimos anos, evidências experimentais têm sugerido que os astrócitos presentes neste núcleo podem desencadear processos osmorregulatórios e possivelmente controlar a excitabilidade dos neurônios magnocelulares. Entretanto, pouco se sabe a respeito de como estas células conduzem estas respostas e se, de fato, elas são necessárias para desencadear comportamentos celulares característicos e especializados relacionados com a osmorregulação. Neste sentido, este projeto relaciona-se a investigação dos mecanismos osmorregulatórios com vistas a esclarecer contribuição dos astrócitos na excitabilidade dos neurônios magnocelulares durante aumentos da osmolalidade plasmática. Sob perspectiva prática, pretendemos utilizar animais geneticamente modificados, nos quais injetaremos um adenovírus Cre-dependente para expressão de canais catiônicos (channelrodopsina) sensíveis a luz (opsinas) bem como sensores de cálcio (GCaMP6s). Esta técnica permitirá modularmos a atividade dos astrócitos com alta especificidade e precisão temporal, bem como monitorar a atividade dos ions cálcio. A eletrofisiologia celular, essencialmente "patch clamp" no modo "whole cell" será empregada para fins de registros elétricos das células de interesse. Ambas as técnicas, optogenética e eletrofisiologia, serão associadas a medidas de cálcio em tempo real, imunocitoquímica para confirmção fenotipica e quantificação da expressão viral, bem como técnicas correntes de biologia molecular para análise da expressão gênica de canais iônicos de interesse. Almejamos com este projeto esclarecer os aspectos sinápticos e biofísicos, ainda desconhecidos, referentes a osmorregulação, principalmente no que diz respeito a interação neurônios-astrócitos no SON. (AU)