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As sociedades musicais francesas do início do século XX: ideologias e consequências

Resumo

Com a derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana em 1871, toda uma nação seria tomada pelo sentimento da revanche e o nacionalismo moveria cada cidadão francês até a declaração da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A criação das sociedades musicais francesas seria uma das formas encontrada pelos músicos da geração revanchista para lutar pela valorização e pela criação de uma música dotada de uma identidade nacional, uma vez que o século XIX seria dominado por compositores do país inimigo. Assim, do final do conflito Franco-Prussiano até os anos da Grande Guerra, seriam criadas a Société Nationale de Musique - SNM, Schola Cantorum, Société Musicale Indépendante - SMI, Revue la Musique pendant la Guerre, Ligue Nationale pour la Défense de la Musique française e o Festival de la Musique Française. Esses agrupamentos, motivados pelo complexo contexto histórico europeu do final do século XIX e início do século XX, foram responsáveis pela criação de importantes obras musicais e por revelarem jovens compositores, entre os quais Claude Debussy (1862-1918), Maurice Ravel (1875-1937), Florent Schimitt (1870-1958) e tantos outros. Dentre as atividades realizadas pelas sociedades aqui investigadas destacam-se as inúmeras estreias de obras selecionadas de acordo com os critérios de cada associação. O presente estudo, resultado de pesquisa Pós-Doutorado realizada na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo ECA-USP com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP pretendeu - fundamentado em material do período investigado, coletado em ocasião de estágios nos arquivos privados da Bibliothèque nationale de France - BnF e da Médiathèque Musicale Mahler em Paris - realizar um histórico sobre as sociedades musicais francesas do início do século XX e uma reflexão sobre suas ideologias e consequências. (AU)