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Sobre presenças, treinamentos, dramaturgias e processos

Processo: 19/17993-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Teatro
Pesquisador responsável:Renato Ferracini
Beneficiário:Renato Ferracini
Instituição-sede: Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais (LUME). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/11856-1 - Angostura: memórias, esquecimentos, presenças, vida, AP.R
Assunto(s):Treinamento  Interpretação 

Resumo

Essa série de textos nasce como resultado de um projeto temático FAPESP "Memórias e Pequenas Percepções" o segundo projeto temático do LUME específico na área de pesquisa de atuação finalizado em agosto de 2014 com reverberações até 2017. Convém salientar que esses 2 grandes projetos foram, até o momento, os únicos 2 projetos temáticos aprovados na história da FAPESP na área específica de teatro, o que salienta a inovação, importância e singularidade desse material. Além disso essa obra nasce de uma verticalização e amadurecimento que remonta 2005. Nesse ano foi aprovado o projeto FAPESP Jovem Pesquisador também coordenado pelo pesquisador Renato Ferracini chamado "Aspectos Orgânicos na Dramaturgia de Ator"/ Esse projeto, realizado entre LUME (UNICAMP) e LINCE (USP) se propunha refletir e analisar, em um plano prático-conceitual, alguns aspectos orgânicos do processo nomeado "dramaturgia de ator". Tinha como foco o trabalho corporal e vocal do ator como elemento básico/poético para a construção espetacular. Percebemos, ao final do processo que se encerrou em 2009, que o corpo do atuante pensado como dramaturgia se utilizava de seu material de memória como processo de recriação (o que, absolutamente não era novo na área teatral), mas percebeu-se que essa ativação e reconstrução poética da memória singular acionava não somente ações visíveis, mas principalmente uma rico material virtual, invisível, localizado num plano que podemos chamar de plano de forças ou que chamamos de Zona de Turbulência, mas nem por isso menos concreto e "trabalhável" para o ator. Esse plano impalpável, imperceptível, invisível poderia ser pensado a partir do conceito de micropercepções trabalhado por Deleuze e José Gil. Montou-se, então, uma equipe para a pesquisa conceitual e prática desse plano de forças dando origem ao projeto temático, por mim coordenado, aprovado em 2010, chamado "Memória(s) e Pequenas Percepções" que buscou as relações estreitas entre a potência criativa da memória singular do ator com a ativação coletiva dessas micropercepções. (AU)