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Caracterização e tendência das emissões de material particulado fino (PM2.5)em queimadas ocorridas no cerrado brasileiro no período 2002-2007

Processo: 19/21768-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:Maria Elisa Siqueira Silva
Beneficiário:Maria Elisa Siqueira Silva
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/09308-9 - Impacto climático na América do Sul causado pelo desmatamento na Amazônia em condições climáticas distintas da Oscilação Decadal do Pacífico, AP.R
Assunto(s):Queima de biomassa  Aerossóis  Sensoriamento remoto 

Resumo

A ocorrência das queimadas é uma importante perturbação no bioma Cerrado, estimulada pela natureza ou atividades antrópicas. Apesar dos crescentes esforços para monitorar o Cerrado, um estudo em escala de bioma para quantificar e compreender a variabilidade das emissões associadas às queimadas é necessário. Este trabalho teve por objetivo caracterizar e encontrar tendências nas emissões de material particulado com diâmetro menor que 2,5 um (PM2,5) associadas às queimadas no bioma Cerrado utilizando a ferramenta PREP-CHEM-SRC e os focos de calor estimados pelos sensores Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) durante o período 2002-2017. Os resultados encontrados mostraram que, em média, o Cerrado emitiu 1,08 Tg ano-1 de PM2,5 associado às queimadas, contribuindo em 25% e 15% do total de PM2,5 emitido pelas queimadas no Brasil e na América do Sul, respectivamente. A maioria das emissões concentraram-se no fim da estação seca (agosto, 0,224 Tg ano-1 e setembro 0,386 Tg ano-1) e no mês de transição entre as estações (outubro, 0,210 Tg ano-1). Anualmente, 66% do total emitido ocorreu no uso da terra savana, no entanto, os focos de calor detectados no uso da terra floresta ombrófila densa emitiram mais que os focos de calor detectados no uso de terra savana. Espacialmente, cada célula de 0,1º emitiu, em média, 0,5 Mg km-2 ano-1 de PM2,5 associado às queimadas, mas os valores chegaram a atingir até 16,6 Mg km-2 ano-1 em uma única célula. As maiores estimativas concentraram-se no norte do bioma, que é a atual fronteira de expansão agrícola no Cerado. Quando se considerou o Cerrado como um todo, foi encontrada uma tendência de diminuição anual das emissões de PM2,5 correspondente a 1,78% da média anual emitida, no entanto, a análise espacial permitiu encontrar tendências anuais variando entre ± 35% em relação à média anual de PM2,5 emitido pelas queimadas.Palavras-chave: queima de biomassa; savanas tropicais; aerossóis; sensoriamento remoto; MODIS; PREP-CHEM-SRC. (AU)