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Diagnóstico genético pré-implantação e aspectos psicológicos: proposta de um modelo de saúde para casais em tratamento de reprodução humana assistida

Resumo

A infertilidade é compreendida como a incapacidade de conceber uma criança no período mínimo de um ano de tentativas constantes para engravidar em pessoas sexualmente ativas e sem uso de métodos anticonceptivos. Segundo dados da OMS, a estimativa de casais em idade reprodutiva que apresentam dificuldades para engravidar é de aproximadamente 15%. No Brasil, cerca de 15 a 20% dos casais em idade reprodutiva apresentam infertilidade, o que representa mais de oito milhões de casais. Dentre as causas de infertilidade, cerca de 20% são genéticas e incluem alterações cromossômicas e mutações gênicas. O teste genético pré-implantacional (PGT) é uma forma precoce de diagnóstico pré-natal que se destina à prevenção de doenças genéticas através da seleção de embriões. Em virtude da complexidade de um acompanhamento genético é necessária a atuação de uma equipe multiprofissional e o acompanhamento psicológico é fundamental. Dentre as reações de cunho emocional, estão: culpa pelo portador de doenças genéticas e mesmo cônjuges, sentimentos de inferioridade, frustração e impossibilidade de modificação do quadro de infertilidade, visto que atualmente não é possível corrigir os erros genéticos. O bem-estar psicológico de casais que tenham indicação e/ou realizam PGT é pouco documentado. Neste sentido, o presente estudo tem como objetivos propor um modelo de promoção de saúde mental verificando e relacionando a suporte marital, resiliência, estresse da infertilidade, depressão, espiritualidade e suporte social em casais inférteis que possuem indicação ou já se submeteram ao PGT, comparando-os com os demais casais que realizam tratamento de reprodução humana assistida (RHA), de modo a propor um modelo de saúde para a um acompanhamento maiormente assertivo e que mantenha ou melhore o bem estar dessas pessoas. (AU)

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