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Epileptogênese, biomarcadores e epilepsia pós-traumática

Processo: 18/24561-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luiz Eugenio Araujo de Moraes Mello
Beneficiário:Luiz Eugenio Araujo de Moraes Mello
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Almir Ferreira de Andrade ; Carla Baise ; Claudia da Costa Leite ; Eliana Garzon ; Manoel Jacobsen Teixeira ; Marimélia Aparecida Porcionatto ; Paulo Eduardo Luiz de Mattos ; Síntia Iole Nogueira Belangero ; Wellingson Silva Paiva
Assunto(s):Neurologia  Biomarcadores  Epilepsia  Epileptogênese  Epilepsia pós-traumática  Traumatismos encefálicos  Traumatismos craniocerebrais 

Resumo

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é um problema de saúde pública, com consideráveis custos socio-econômicos. O TCE é uma das causas mais importantes de epilepsia secundária (neste caso, chamada de epilepsia pós-traumática, EPT). A fisiopatologia da EPT decorre de lesões do parênquima cerebral que desencadeiam respostas neurodegenerativas e inflamatórias e levam a alterações moleculares, estruturais e eletrofisiológicas (e.g. oscilações de alta frequência e a depressão alastrante cortical) que acabam resultando na EPT. A conduta terapêutica indicada para o TCE pode envolver medicamentos e/ou procedimentos cirúrgicos, não havendo ainda qualquer intervenção terapêutica efetiva para diminuir a ocorrência de EPT. Diversos estudos com modelos animais realizados em nosso laboratório mostraram que drogas que modificam os processos de plasticidade neuronal, se administradas sob certas condições, tem o potencial de modificar o curso natural da EPT. Entre essas drogas, o biperideno (anti-colinérgico de uso clinico para Parkinson) diminuiu a incidência e intensidade de crises epilépticas espontâneas e retardou o aparecimento das mesmas em um modelo de epilepsia , mostrando ser um excelente candidato a agente anti-epileptogênico. Pretende-se aqui testar a eficácia e segurança do uso do biperideno em pacientes adultos, vítimas de TCE moderados e graves. Os pacientes serão tratados na fase aguda do trauma, objetivando evitar a formação do foco epileptogênico. Se positivo, esse tratamento: 1) caracteriza um mecanismo de ação; 2) abre caminho para o teste de novas moléculas e; 3) constitui uma opção de baixo custo (caracteriza-se como segundo uso de droga, disponível no SUS). Ademais, a presente proposta além de tipificar um clinical trial, busca entender os mecanismos básicos da EPT e de sua prevenção. (AU)