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Ecoepidemiologia da Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil. Estados de São Paulo e de Pernambuco. Áreas endêmicas de colonização antiga, correspondentes a zona de Mata Atlântica

Processo: 97/13015-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de novembro de 1998 - 31 de julho de 2003
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Jeffrey Jon Shaw
Beneficiário:Jeffrey Jon Shaw
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais:José Eduardo Tolezano ; Lucile Maria Floeter-Winter
Assunto(s):Leishmania  Leishmania braziliensis  Leishmaniose cutânea  Transmissão de doenças animais 

Resumo

A epidemilogia da Leishmaniose Tegumentar Americana, especialmente aquela relacionada à Leishmania (Viannia) braziliensis, que tem distribuição predominante nas regiões nordeste e sudeste do Brasil, não está até o momento bem caracterizada, sobretudo em relação à identificação e incriminação dos reservatórios naturais e vetores desta zoonose. O presente estudo, composto por uma série de subprojetos a serem desenvolvidos nos Estados de São Paulo e Pernambuco, com a participação de diferentes instituições de pesquisa de São Paulo, de outros estados brasileiros e, do exterior, por pesquisadores com comprovada experiência e contribuições científicas e tecnológicas em Leishmania e Leishmanioses. Os objetivos centrais pretendem responder questões relacionadas à infecção natural por Leishmania, especialmente L. (V.) braziliensis, em pacientes, animais silvestres (roedores, mrsupiais e outros pequenos mamíferos sinantrópicos e de hábitos silvestres), animais domésticos (cães e eqüinos) e na fauna flebotomínica de áreas endêmicas do Brasil, situadas na região sudeste, no estado de São Paulo e, na região nordeste, no estado de Pernambuco, verificando as hipóteses: a) se a manutenção da endemia é determinada por um ciclo enzoótico envolvendo animais silvestres ou por um ciclo alternativo com a participação de animais domésticos ou, ainda, pelo envolvimento de ambos; b) a homogeneidade ou heterogeneidade genética das populações de Leishmania circulantes, especialmente L. (V.) braziliensis; c) Lutzomya intermedia como principal vetor em São Paulo; d) Lu. whitmani como principal vetor em Pernambuco; e) diversidade comportamental e genética das populações de Lu. whitmani das diferentes regiões de estudo, em São Paulo e Pernambuco e, entre as populações paulistas de Lu. intermedia, de Ilhabela e de mais localidades continentais. Este estudo pretende responder a estas questões e, através da caracterização do(s) padrão(ões) de transmissão envolvido(s), em ambas regiões brasileiras, contribuir para adoção futura de medidas mais definidas e eficazes para o controle desta importante endemia no Brasil. (AU)