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Sobre a estacionaridade e a instabilidade da Corrente de Contorno Intermediária entre 24° S e 18° S

Processo: 19/21904-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Física
Pesquisador responsável:Ilson Carlos Almeida da SIlveira
Beneficiário:Ilson Carlos Almeida da SIlveira
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/21729-4 - O papel da Cadeia Vitória-Trindade na geração de dinâmica de sub e meso-escalas, AP.R

Resumo

A Corrente de Contorno Intermediária (CCI) transporta Água Intermediária Antártica (AIA) através da Cadeia Vitória-Trindade (CVT), uma cadeia de montes submarinos em ~20° S ao largo do Brasil. Estudos recentes sugerem que a CCI desenvolve uma forte recirculação ciclônica no Embaiamento de Tubarão, à montante da CVT, com pouca dependência temporal. Neste estudo nós usamos novas observações quase-sinópticas, dados do experimento Argo e um modelo numérico regional para descrever a estrutura e variabilidade da CCI, e para investigar sua dinâmica. Dados de ADCP de casco, assim como trajetórias de flutuadores Argo confirmam a existência da recirculção da CCI, que também é capturada pela nossa simulação do ROMS. Um "modelo de camada intermediária" quasi-geostrófico (QG) indica que o escoamento médio do ROMS é um bom proxy para o estado estacionário da CCI, revelado por isolinhas de função de corrente (È) e vorticidade potential (Q) altamente paralelas; um diagrama de dispersão È-Q mostra também que a CCI é potencialmente instável. Uma análise mais profunda da simulação ROMS revela que vórtices não lineares gerados remotamente e que se propagam para oeste são a maior fonte de variabilidade na região. Esses vórtices adentram o domínio pelo Embaiamento de Tubarão e interagem fortemente com a CCI. À medida que são advectados pela corrente e atravessam a topografia local, esses vórtices crescem explosivamente por conversões de energia horizontal. (AU)