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Mecanismos híbridos de governança de segurança na América do Sul

Processo: 19/18932-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 02 de março de 2020 - 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Rafael Antonio Duarte Villa
Beneficiário:Rafael Antonio Duarte Villa
Pesquisador visitante: Fabricio Henricco Chagas-Bastos
Inst. do pesquisador visitante: University of Melbourne, Austrália
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicologia social  Psicologia política  Segurança internacional  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

Buscamos com esta proposta de colaboração de pesquisa aprofundar a compreensão sobre as nuances da governança de segurança na América do Sul. A estrutura teórica desenvolvida pelos autores argumenta que é preciso olhar para o sistema híbrido de governança de segurança que emerge das práticas sobrepostas da comunidade de segurança e do equilíbrio de poder. Os elementos essenciais da governança de segurança na região não podem ser reduzidos a um ou outro raciocínio de governança de segurança e aos respectivos mecanismos associados. O terreno conceitual desenvolvido nesta breve colaboração de pesquisa mostra que as práticas de governança de segurança na região têm fundido no tempo e espaço, burocracias funcionais e práticas políticas, a fim de criar formas únicas e específicas de resolução de conflitos e proteger estabilidade.A hibridez exibida pela governança de segurança da América do Sul contribui para o surgimento e a durabilidade de mecanismos fracos de resolução de conflitos e da frágil institucionalização de mecanismos de diálogo de segurança -que são incapazes de evitar dilemas de segurança. Por essa razão, todos os países sul-americanos envolvidos em conflitos territoriais utilizam mecanismos de resolução de conflitos fora da região, como o Secretariado da ONU, o Tribunal Internacional de Justiça e até o Vaticano. Disputas territoriais como as enfrentadas pela Bolívia, Chile e Peru, ou por Venezuela e Colômbia indicam que os Estados mantêm um equilíbrio ambíguo entre a construção de confiança retórica e o armamento militar convencional.Embora a interpretação do equilíbrio de poder ainda seja relevante para a compreensão da segurança contemporânea na América do Sul, existem padrões observáveis de uma comunidade de segurança na região, conforme demonstrado pelas iniciativas de cooperação multilateral e pelos acordos de integração regional envolvendo defesa e segurança, e como demonstrado pelo estabelecimento do Conselho de Defesa Sul-Americano.A governança de segurança híbrida significa que os mecanismos de equilíbrio de poder e segurança da comunidade -e suas variações associadas- são fundidos como condições que motivam ou restringem o comportamento militarizado dentro de uma região. Nesse sentido, exploramos caminhos para futuras pesquisas ligadas ao estabelecimento das razões e mecanismos subjacentes ao processo de hibridização, como elementos de violência e pobreza que escondem elementos latentes e potenciais a conflitos na região. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Abordagens Psicológicas à Ciência Política e Relações Internacionais 
Abordagens Psicológicas à Ciência Política e Relações Internacionais 
Matéria(s) publicada(s) no Pesquisa para Inovação FAPESP sobre o auxílio:
Abordagens Psicológicas à Ciência Política e Relações Internacionais