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Estudo da Ocorrência e Modelagem das Camadas E-esporádicas na Região da Anomalia Magnética da América (Atlântico) Sul

Processo: 19/25683-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Fagundes
Beneficiário:Paulo Roberto Fagundes
Instituição-sede: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos , SP, Brasil
Assunto(s):Anomalia Magnética do Atlântico Sul  Ionosfera 

Resumo

Neste trabalho, foi descrita a ocorrência de diferentes tipos de camadas E-esporádicas (Es) para duas estações localizadas na região da Anomalia Magnética da América do Sul (SAMA): Jataí e São José dos Campos. Os resultados mostraram os valores horários e mensais das ocorrências de Es e apresentaram cinco tipos de camadas (cusp, high, flat, low e slant), sendo os tipos "flat/low" (Esf/l) os mais frequentes nas duas estações. Também foram analisados os parâmetros frequência de bloqueio (fbEs) e frequência de topo (ftEs) da camada Es, obtidos a partir de dados das ionossondas durante períodos geomagneticamente perturbados, a fim de investigar possíveis evidências de ionização da camada E induzida por partículas energéticas. Os resultados revelaram aumentos nos valores de ftEs e fbEs noturnos, o que pode estar relacionado à precipitação de partículas na região da SAMA. Foi investigado o papel do mecanismo de cisalhamento dos ventos neutros na formação dos tipos de Es, usando uma forma modificada do Modelo Ionosférico da Região E (MIRE), que incorpora ventos de maré obtidos a partir de dados de radar meteórico. Além disso, foram comparadas as densidades eletrônicas deduzidas do parâmetro fbEs com as densidades eletrônicas máximas obtidas nas simulações do MIRE. Dependendo da hora e do período sazonal, os resultados iniciais revelaram para ambas as estações algumas discrepâncias entre as densidades eletrônicas modeladas e medidas. Entretanto, um melhor ajuste foi obtido quando as amplitudes das componentes do vento zonal/meridional foram ajustadas por algum fator, o que pode ser atribuído aos possíveis efeitos da variabilidade diária dos ventos de maré e sua interação com as ondas de gravidade e as ondas planetárias. (AU)