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Ácido garoa docosahexaenóico diminui a resolução da inflamação e prejudica a qualidade do tecido cutâneo cicatrizado

Resumo

Não há consenso sobre os efeitos dos ácidos graxos ômega-3 (É-3) no reparo cutâneo. Para resolver esse problema, usamos duas abordagens diferentes: 1) camundongos transgênicos FAT-1, capazes de produzir ácido graxos É-3 endógenamente; 2) camundongos do tipo selvagem (WT) suplementados por via oral com óleo de peixe enriquecido com DHA. Camundongos FAT-1 apresentaram maiores níveis sistêmico (sérico) e local (tecido cutâneo) de ácidos graxos w-3, principalmente ácido docosahexaenóico (DHA), em comparação com camundongos WT. Os animais FAT-1 aumentaram a atividade da mieloperoxidase (MPO) e o conteúdo de CXCL-1 e CXCL-2 e reduziram a IL-10 no local da lesão, três dias após a indução da ferida. A inflamação foi mantida por uma concentração elevada de TNF-± e presença de células inflamatórias e edema. Neutrófilos e macrófagos isolados de camundongos FAT-1 também aumentaram a produção de TNF-± e reduziram as concentrações de IL-10, após estímulo com LPS. Nestes camundongos, o fechamento da ferida foi atrasado, com uma área da ferida 6 vezes maior em relação ao grupo WT, no último dia de análise (14 dias após o ferimento). Isso foi associado à má orientação das fibras colágenas e a aspectos estruturais no tecido reparado. Da mesma forma, o grupo DHA teve um atraso durante a fase inflamatória tardia. Esse grupo aumentou o conteúdo de TNF-± e as células CD45 + F4 / 80 + no terceiro dia após a lesão na pele. Foi observado também aumento nas concentrações de metabólitos importantes derivados do É-3, como o 18-HEPE, e redução nas concentrações do É-6 FA. Em conclusão, o conteúdo elevado de DHA, alcançado nos grupos FAT-1 e DHA, diminuiu a resolução da inflamação e prejudicou a qualidade do tecido cutâneo cicatrizado. (AU)