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Ciência aplicada à gestão do uso público e fronteiras do conhecimento de Áreas Marinhas Protegidas: da experiência dos visitantes à biodiversidade de recifes mesofóticos subtropicais

Processo: 19/19423-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Convênio/Acordo: Secretaria do Meio Ambiente - Fundação Florestal
Pesquisador responsável:Fabio dos Santos Motta
Beneficiário:Fabio dos Santos Motta
Instituição-sede: Instituto do Mar (IMar). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesq. associados:Guilherme Henrique Pereira Filho
Assunto(s):Biodiversidade  Áreas de conservação  Recifes de corais  Turismo litorâneo  Mergulho  Parques estaduais 

Resumo

As áreas marinhas protegidas (AMPs) são conhecidas como um importante instrumento para a sustentabilidade à longo prazo, pois ajudam a garantir a provisão de serviços ecossistêmicos críticos para a prosperidade e o bem-estar humano. Além da conservação da biodiversidade, as AMPs também podem prover serviços relacionados à cultura, turismo, pesquisa, educação entre outros. No entanto, uma das principais barreiras à efetividade das AMPs é a limitação de conhecimento aplicado à tomada de decisão. Nesse sentido, o projeto visa preencher lacunas críticas de conhecimento para duas AMPs de São Paulo, o Parque Estadual Marinho de Laje de Santos e a Ilha da Queimada Grande (Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Centro). Pela primeira vez, este trabalho avaliará a dimensão humana do turismo de mergulho e caracterizará os recifes mesofóticos dessas duas AMPs. A primeira pesquisa busca investigar as relações entre as características demográficas dos visitantes, aspectos de sua experiência (preferências, motivações, satisfação e percepções) e a gestão das AMPs. O estudo será realizado por meio de questionários semiestruturados aplicados à mergulhadores. A iniciativa pretende construir conhecimento sobre a influência da gestão na experiência dos visitantes, além de fornecer informações para o planejamento do mergulho recreativo em AMPs com diferentes contextos e regimes de gestão. A biodiversidade dos recifes mesofóticos será caracterizada usando técnicas de estéreo filmagem remota com isca (BRUV) e câmeras de lançamento (DropCam). A estrutura das assembleias de peixes recifais e organismos bentônicos serão avaliadas com o objetivo de revelar aos gestores e à sociedade importantes atributos naturais ainda pouco conhecidos nessas AMPs e em águas subtropicais. Neste contexto, o presente projeto produzirá dados cruciais para a gestão adaptativa dessas AMPs. (AU)