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Integrando o conhecimento local e científico para informar a restauração de paisagens no Vale do Paraíba que produzem bens locais, conservam o habitat e regulam os recursos hídricos

Processo: 17/10105-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional
Pesquisador responsável:Nathan David Vogt
Beneficiário:Nathan David Vogt
Instituição-sede: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos , SP, Brasil
Pesq. associados:Cilene Gomes ; Maria Angelica Toniolo ; Mario Valério Filho ; Sandra Maria Fonseca da Costa
Bolsa(s) vinculada(s):20/03498-3 - Integrando conhecimento local e científico para informar a restauração de paisagens no Vale do Paraíba que produzem bens locais, conservam o habitat e regulam os recursos hídricos, BP.TT
20/03461-2 - Integrando o conhecimento local e científico para informar a restauração de paisagens no Vale do Paraíba que produzem bens locais, conservam o habitat e regulam os recursos hídricos, BP.JP
Assunto(s):Uso do solo  Restauração florestal  Consumo sustentável  Recursos hídricos  Rio Paraíba do Sul  Bacia hidrográfica  Políticas públicas 

Resumo

A frequência e a intensidade de enchentes e secas nas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) estão aumentando nas últimas décadas, em grande parte por causa da perda da cobertura florestal nas áreas rurais das mesobacias em que as cidades estão localizadas. As florestas nessas mesobacias também regularizam o fluxo de água para as importantes represas do Jaguari e Paraitinga, para o abastecimento de mais de 6 milhões de pessoas no Rio de Janeiro e para fábricas no delta do Rio Paraíba do Sul a jusante da RMVPLN. O caso da enchente e destruição do centro histórico de São Luiz do Paraitinga em 2009 é um famoso exemplo da importância da cobertura florestal e diversidade das paisagens na regulação dos recursos hídricos, tanto a montante como a jusante das cidades na RMVPLN (Bizelli and Alves 2011). Quando São Paulo sofreu uma seca extrema em 2015, os planejadores urbanos optaram por construir um acesso para a represa Jaguari na RMVPLN, adicionando pressão aos seus recursos hídricos. O que planejadores urbanos e regionais precisam para melhorar a resiliência dos municípios na RMVPLN, dos choques hidro climáticos e dos mercados, são abordagens holísticas de planejamento da paisagem em multi- escalas, que integram áreas urbanas e rurais e planos municipal, estadual e regional. Além disso, precisam de contínua pesquisa acerca dos sucessos e fracassos de políticas públicas e planos para reverter a degradação das bacias hidrográficas e manter os fluxos de bens e serviços ecossistêmicos da paisagem, a montante e a jusante das cidades, mesmo quando são expostos a choques hidro climáticos e de mercados (Bennett et al. 2015; Diaz et al. 2015; McDonald et al. 2016). (AU)