Busca avançada
Ano de início
Entree

Sulfiredoxina como um alvo terapêutico em potencial para o câncer de próstata avançado e metastático

Processo: 19/26661-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Sérgio Luis Felisbino
Beneficiário:Sérgio Luis Felisbino
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Próstata  Estresse oxidativo  Marcadores prognósticos  Neoplasias  Proliferação celular 

Resumo

A incidência de câncer de próstata (PCa) está aumentando, e atualmente o PCa é a segunda causa de morte mais frequente nos homens. Apesar dos avanços nas terapias contra o câncer, ainda são necessárias novas abordagens terapêuticas para o PCa metastático avançado refratário ao tratamento. A análise entre espécies apresenta uma estratégia robusta para a descoberta de novos alvos terapêuticos em potencial. Essa estratégia envolve a integração de dados genômicos de modelos de camundongos geneticamente modificados (GEMM) e conjuntos de dados de câncer de próstata humano. Considerando o papel das vias antioxidantes na iniciação e progressão do PCa, buscamos nos genes relacionados ao estresse oxidativo um potencial alvo terapêutico para o PCa. Primeiro, analisamos os dados de sequenciamento de RNA de Pb-Cre4; Os camundongos Pten-/- e descobrimos um aumento na expressão do mRNA da sulfiredoxina (Srxn1) na neoplasia intraepitelial prostática de alto grau (PIN), adenocarcinoma bem diferenciado (tumores de estágio médio) e adenocarcinoma pouco diferenciado (tumores da próstata em estágio avançado). O aumento da expressão da proteína SRXN1 foi confirmado por imuno-histoquímica em amostras de parafina de tumor de próstata de camundongo. Análises de bancos de dados humanos e microarranjos de tecido prostático demonstraram que o SRXN1 é superexpresso em um subconjunto de tumores prostáticos de alto grau e se correlaciona com PCa agressivo com pior prognóstico e menor sobrevida. Análises in vitro mostraram que a expressão de SRXN1 também é maior na maioria das linhas celulares PCa em comparação com as linhas celulares normais. Além disso, a regulação negativa do SRXN1 mediada por siRNA levou à diminuição da viabilidade das células PCa LNCaP. Em conclusão, identificamos a enzima antioxidante SRXN1 como um potencial alvo terapêutico para o PCa. Nossos resultados sugerem que o uso de inibidores específicos de SRXN1 pode ser uma estratégia eficaz para o tratamento adjuvante de PCa resistente à castração com superexpressão de SRXN1. (AU)