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Predação e competição interagem Pará determinar monopolização dè espaço pôr espécies não nativas Èm üma comunidade séssil dò sudoeste dò Oceano Atlântico

Processo: 19/23276-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Gustavo Muniz Dias
Beneficiário:Gustavo Muniz Dias
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil

Resumo

Espécies não nativas (ENN) normalmente dominam construções costeiras como portos e marinas. Ao longo da costa subtropical do Brasil, comunidades sesseis de habitats artificiais são dominadas principalmente pela ascídia exótica Didemnum perlucidum and pelo briozoário exótico Schizoporella errata, os quais apresentam atributos de história de vida contrastantes. Para entender a dinâmica entre essas espécies e prever com maior precisão a identidade da dominante ENN na comunidade séssil, nós conduzimos um experimento onde colônias de S. errata, D. perlucidum e da ascídia criptogênica Botrylloides niger foram submetidas aos seguintes cenários: colônias crescendo sem competição, sob competição intraespecífica and sob competição interespecífica. Todos os tratamentos de competição foram cruzados com os seguintes tratamentos de predação: expostos ou protegidos contra predadores. O experimento foi repetido em duas estações diferentes (Inverno e Verão). Quando livres de competição e predação, as três espécies cresceram pelo menos 10 vezes mais rápido no Verão do que no Inverno, e S. errata sempre cresceu mais lentamente que as acídias. Predação reduziu a sobrevivência de D. perlucidum no inverno, mas não no verão, quando o rápido crescimento da colônia aparentemente amorteceu a remoção parcial da colônia por predação. Crescimento colonial de B. niger foi afetado pela competição apenas no tratamento sem predadores, crescendo quase 50 mais sem competidores do que quando competindo, independente da identidade do competidor. Quando exposto a predação, D. perlucidum foi mais limitado por competição interespecífica do que com coespecíficos. O crescimento de S. errata não foi afetado por interações bióticas e esta provavelmente ligado a variações sazonais das condições ambientais. Organismos clonais mineralizados, como briozoários, foram menos predadores do que as ascídias mas crescem mais lentamente. Ascidians foram mais predadas mas são também melhores competidores, capazes de recobrir outros organismos. As estratégias de crescimento contrastantes resultaram em diferentes sucessos das espécies estudadas. Ascídias foram favorecidas sob baixa pressão de predação, enquanto briozoários foram os sobreviventes quando a predação foi intensa. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ORICCHIO, FELIPE THEOCHARIDES; DIAS, GUSTAVO MUNIZ. Predation and competition interact to determine space monopolization by non-indigenous species in a sessile community from the southwestern Atlantic Ocean. AQUATIC INVASIONS, v. 15, n. 1, SI, p. 127-139, MAR 2020. Citações Web of Science: 1.

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