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Chave taxonômica dicotômica e pictórica para larvas do gênero Amblyomma (Parasitiformes: Ixodidae) que ocorrem no Brasil, utilizando a microscopia óptica e eletrônica de varredura para descrição e redescrição morfológica do estágio larval

Processo: 19/03167-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de janeiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Thiago Fernandes Martins
Beneficiário:Thiago Fernandes Martins
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Adriano Pinter dos Santos ; Agustin Estrada-Peña ; Marcelo Bahia Labruna ; Pablo Henrique Nunes ; Vera Lucia Fonseca de Camargo Neves
Vinculado ao auxílio:17/50345-5 - Plano de desenvolvimento institucional em pesquisa e tecnologia para a vigilância e controle de vetores da Superintendência de Controle de Endemias - SUCEN (PDIp), AP.PDIP
Bolsa(s) vinculada(s):20/05987-1 - Chave taxonômica dicotômica e pictórica para larvas do gênero Amblyomma (Parasitiformes: Ixodidae) que ocorrem no Brasil, utilizando a microscopia óptica e eletrônica de varredura para descrição e redescrição morfológica do estágio larval, BP.JP
Assunto(s):Taxonomia dos grupos recentes  Carrapatos  Amblyomma  Larva  Microscopia óptica  Microscopia eletrônica de varredura  Morfometria  Brasil 

Resumo

Os carrapatos do gênero Amblyomma são os de maior importância médico-veterinária no Brasil, uma vez que parasitam animais silvestres, domésticos e acidentalmente seres humanos que adentram áreas rurais e florestais para fins de trabalho e lazer. Larvas de carrapatos deste gênero são bastante agressivas para humanos e são frequentemente documentadas tanto no parasitismo humano, quanto na transmissão da febre maculosa brasileira e de outras riquetsioses no país. No entanto, devido à inexistência da descrição morfológica de muitas das larvas das espécies de carrapatos do gênero Amblyomma que ocorrem no território brasileiro, juntamente com a falta de uma chave taxonômica completa para esses carrapatos, muito pouco se sabe sobre as espécies de larvas de Amblyomma spp. que parasitam humanos e animais no país. No Brasil, a grande maioria dos estudos de sistemática, bioecologia e controle de carrapatos têm se concentrado nos estágios ninfal e adulto de Amblyomma, por se tratarem dos dois estágios em que há descrições morfológicas e chaves taxonômicas para todas as espécies conhecidas até o presente momento. No presente projeto de pesquisa, a descrição e redescrição morfológica do estágio de larva de carrapatos do gênero Amblyomma utilizando técnicas moleculares, microscopia óptica e eletrônica de varredura, morfometria, quetotaxia e porotaxia, será realizada para o estágio larval das seguintes 31 espécies de carrapatos deste gênero que ocorrem no território nacional, sendo 12 espécies para as quais o estágio de larva permanece sem descrição: A. aureolatum, A. cajennense, A. coelebs, A. fuscum, A. goeldii, A. humerale, A. incisum, A. latepunctatum, A. naponense, A. pseudoconcolor, A. scalpturatum e A. yucumense. Uma chave taxonômica dicotômica e pictórica, com características importantes ilustradas através da microscopia óptica e eletrônica de varredura será construída para as larvas das 31 espécies de carrapatos que compõe a fauna brasileira de Amblyomma. Além das 12 espécies citadas acima, as outras 19 espécies incluídas nesta chave de identificação com suas descrições morfológicas já relatadas na literatura são: A. auricularium, A. brasiliense, A. calcaratum, A. dissimile, A. dubitatum, A. geayi, A. longirostre, A. nodosum, A. oblongoguttatum, A. ovale, A. pacae, A. parkeri, A. parvum, A. romitii, A. rotundatum, A. sculptum, A. tigrinum, A. triste e A. varium. Através da construção da presente chave taxonômica, poderão ser observadas no futuro a importância médico-veterinária, a distribuição geográfica através de mapas acarológicos e os hospedeiros do estágio de larva para cada espécie aqui contemplada, podendo assim contribuir de forma significativa na redução de agentes transmitidos por carrapatos para os seres humanos dentro dos limites do território brasileiro. (AU)