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Plataforma avançada de impressão 3D para regeneração de cartilagem articular

Resumo

A osteoartrite (OA) é uma das principais causas de lesões da cartilagem articular, que acomete a mobilidade de quase 59 milhões de pessoas nos Estados Unidos e na União Européia combinadas. Além disso, a OA constitui a principal causa de perda econômica na indústria equina, uma vez induz claudicações que podem limitar ou encerrar a carreira atlética dos cavalos. Sem uma solução terapêutica consistente e duradoura a longo prazo, os pesquisadores vêm explorando estratégias alternativas baseadas no conceito de engenharia de tecidos. Um particular interesse tem focado no bioprinting de implantes 3D capaz de recapitular a organização hierárquica da cartilagem articular e promover a diferenciação de células-tronco para a formação in situ de novo tecido funcional. No entanto, a falta de biomateriais capazes de atender, concomitantemente, a capacidade de impressão e os requisitos de viabilidade / diferenciação celular, juntamente com a limitada relevância clínica dos modelos in vivo, são claramente reconhecidos como dois dos principais gargalos que impedem o avanço deste campo. Este projeto visa estabelecer e consolidar ainda mais a colaboração entre dois grupos de pesquisa bem estabelecidos na Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Manchester (Reino Unido) na área de regeneração de cartilagem articular. Em particular, propomos visitas e intercâmbio de pesquisadores, o que possibilitará o desenvolvimento qualitativo de projetos em andamento, fornecerá treinamento avançado a estudantes de pós-graduação por meio de seminários e workshops em biomateriais avançados e bioprinting, e planejará novas solicitações de bolsas conjuntas (por exemplo, BBSRC-FAPESP), que garantirá a sustentabilidade a longo prazo da colaboração de pesquisa. Este aplicativo SPRINT representa uma oportunidade única para nossos grupos trabalharem juntos para o desenvolvimento de uma plataforma integrada onde novos materiais bioativos, células-tronco e tecnologias de bioprinting podem ser combinadas para gerar implantes 3D com propriedades físico-químicas personalizadas para o estudo in vivo sistemático (modelo equino) dos mecanismos que sustentam a regeneração da cartilagem articular. (AU)