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Modulação da autofagia por canabinóides: neuroproteção na Doença de Parkinson

Processo: 19/02821-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Soraya Soubhi Smaili
Beneficiário:Soraya Soubhi Smaili
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Carlos Eduardo Neves Girardi ; Claudia Bincoletto Trindade ; Fabio Cardoso Cruz ; Gustavo José da Silva Pereira ; Regina Helena da Silva ; Rodrigo Portes Ureshino ; Vanessa Costhek Abílio
Bolsa(s) vinculada(s):20/08840-1 - Estudo da autofagia e neuroproteção mediadas por compostos canabinóides em modelos in vitro e in vivo da Doença de Parkinson, BP.PD
Assunto(s):Neurociências  Autofagia  Neuroproteção  Doença de Parkinson  Canabinoides  Morte celular 

Resumo

O processo de macroautofagia (autofagia) tem sido foco de estudos em temas diversos como neurodegeneração, sistema imune, inflamação e câncer. Desta forma, entender os mecanismos moleculares e celulares que modulam a autofagia, torna-se fundamental, pois pode auxiliar na identificação de alvos importantes para desenvolvimento de fármacos ou terapias adjuvantes. Nos transtornos neurodegenerativos progressivos, ainda não estão disponíveis tratamentos de longo prazo ou de cura. Ao mesmo tempo, estes adquiriram relevância com o aumento do envelhecimento da população mundial. Sabe-se que a autofagia é capaz de promover a melhora da toxicidade induzida pelo acúmulo da alfa-sinucleína, como também pode contribuir para a eliminação de proteínas malformadas. Muitos autores apresentam evidências concretas da ação autofágica na neuroproteção e buscam ferramentas seguras para induzi-la em pacientes. A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa relacionada ao envelhecimento mais prevalente. Evidências demonstram que há uma correlação entre alterações nos processos autofágicos e DP. Neste sentido, foi demonstrado que o acúmulo de agregados proteicos de alfa-sinucleína (corpos de Lewy, principal marcador patológico da DP), podem reduzir a autofagia, agravando os processos neurodegenerativos relacionadas a DP. As substâncias canabinoides como delta-9-THC e o canabidiol têm mostrado um potencial neuroprotetor e estudos in vitro sugerem um efeito benéfico na neurodegeneração subjacente à DP. Dados preliminares de nossos laboratórios indicam que o canabidiol apresenta potencial pró-autofágico e reduz as alterações comportamentais relacionadas à DP. Entretanto, os mecanismos da relação entre o canabidiol, a autofagia e DP precisam ser estudados. Assim, o objetivo do presente projeto será investigar o papel dos canabinoides como potenciais moduladores da autofagia, em modelos in vitro e in vivo de DP. Serão estudados os efeitos de diversos canabinoides, tanto na sua ação neuroprotetora frente a estímulos que mimetizam à patologia da DP. Além disso, será verificada a indução e modulação das vias de sinalização autofágica e sua capacidade de promover a neuroproteção. Os principais achados desses estudos serão objeto de futura pesquisa translacional em pacientes. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em farmacologia na Unifesp  
Pós-doutorado em farmacologia na Unifesp