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Zoológicos humanos. Gente em exibição na era do Imperialismo

Processo: 19/23826-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de março de 2020 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Iara Lis Franco Schiavinatto
Beneficiário:Iara Lis Franco Schiavinatto
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Racismo  Imperialismo  História da fotografia  Fotografia  Exposições  Humanos  Ocidente  Século XIX  Livros  Publicações de divulgação científica 

Resumo

A partir de meados do século XIX, a exibição de pessoas, em museus, circos, zoológicos e feiras, ao vivo e por meio de fotografias, se tornou mais frequente no Ocidente, como forma de entretenimento, objeto de estudo científico, registro antropológico, ou item a ser incluído nos gabinetes de curiosidades e coleções. Após a publicação de A Origem das Espécies (1859), de Charles Darwin, cientistas, pensadores e os novos antropólogos, apoiados e subsidiados por universidades e centros de pesquisa de fama mundial, puseram-se à busca do elo perdido - aquele ser que, acreditavam, ficara no limbo entre o macaco e o humano, e que não podia ser exatamente classificado como humano. Neste período, as correntes de pensamento racialistas estabeleciam hierarquias e colocavam negros, índios, outros povos colonizados e aberrações (pessoas que possuíam peculiaridades de nascimento ou doenças) no início de escalas da evolução humana. Exibidos ao vivo por meses a fio junto com sua cultura material, os diversos grupos eram apresentados como primitivos e contrastavam com o avanço tecnológico, industrial, científico e cultural das nações mais ricas. Tais mostras ajudavam a dar crédito à noção de inferioridade racial e ensinavam o público que o racismo era científico, terminando por incutir novos sentimentos de superioridade no branco e ocidental, justificando e desculpando o crescente imperialismo. Este livro conta algumas histórias que fizeram parte dessa História. Ele é composto por um prólogo, cinco capítulos e um epílogo, ilustrados com 225 imagens, 2 fonogramas e 18 vídeos. (AU)