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Otimização do processo produtivo de L-Asparaginase II recombinante de Erwinia carotovora em biorreator e análise da sua ação antileucêmica

Processo: 19/15376-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2020 - 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Convênio/Acordo: CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Pesquisador responsável:José Andrés Yunes
Beneficiário:José Andrés Yunes
Instituição-sede: Centro Infantil de Investigações Hematológicas Dr Domingos A Boldrini (CIB). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Bruna de Araujo Lima ; Pedro Otavio de Campos Lima ; Priscila Pini Zenatti
Bolsa(s) vinculada(s):20/02144-3 - Otimização do processo produtivo de L-Asparaginase II recombinante de Erwinia carotovora em biorreator e análise de sua ação antileucêmica, BP.TT
Assunto(s):Reatores biológicos  Biodisponibilidade  Biotecnologia  Imunogenicidade  Leucemia-linfoma linfoblástico de células precursoras 

Resumo

A enzima L-asparaginase II constitui um dos medicamentos de escolha para o tratamento poliquimioterápico de leucemia linfoide aguda (Acute lymphoblastic leucemia - ALL) em crianças e adultos. Apesar de ser uma doença rara, a ALL é o câncer mais comun em crianças e representa 25% dos diagnósticos de câncer em crianças de até 15 anos. Comumente, as células de ALL utilizam a asparagina plasmática para a síntese de proteínas. A asparaginase catalisa a hidrólise da asparagina em ácido aspártico e amônia. Na falta de asparagina as células leucêmicas interrompem a síntese protéica e entram em apoptose. Este mecanismo de ação é relativamente seletivo para células leucêmicas, uma vez que células normais são capazes de sintetizar asparagina. A asparaginase usada na clínica é derivada de Escherichia coli, podendo ou não, ser conjugada com monometoxi-polietilenoglicol, formando a variante conhecida como Peg-asparaginase. Aproximadamente 30% dos pacientes desenvolvem reações imunes contra a asparaginase, limitando sua ação terapêutica e obrigando à troca por diferentes preparações de asparaginase. Enzimas alternativas derivadas de subespécies de Erwinia apresentam um tempo de meia-vida menor em relação àquela obtida de E. coli, embora estejam associadas com um risco reduzido de ocorrência de reações de hipersensibilidade, devido a sua reduzida atividade de glutaminase. Sendo assim, o objetivo do presente projeto é a otimização da produção da enzima L-asparaginase II recombinante de Erwinia carotovora em Escherichia coli visando sua aplicação industrial e análise de sua pureza, meia-vida plasmática, imunogenicidade e ação antileucêmica em camundongos. (AU)