Busca avançada
Ano de início
Entree

Uso de vacina de células dendríticas em associação com estratégias para eliminação de reservatórios virais almejando a cura esterilizante da infecção pelo HIV-1 em pessoas cronicamente infectadas em uso de tratamento antirretroviral

Processo: 19/17461-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 10 de julho de 2020 - 09 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Ricardo Sobhie Diaz
Beneficiário:Ricardo Sobhie Diaz
Pesquisador visitante: Iart Luca Shytaj
Inst. do pesquisador visitante: Heidelberg University, Alemanha
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Glutationa  Infectologia  Ensaio clínico  Auranofina 

Resumo

AIDS, causado pelo virus da imunodeficiência humana (VIH), é uma doença pandémica que afeta aproximadamente 37 milhões de pessoas em todo o mundo. A terapia antiretrovial (TAR), que tipicamente consiste em três fármacos, não cura o HIV. A eliminação total do vírus é dificultada pela existência de reservas virais que permanecem em células T de memória capazes de viverem por tempos prolongados. Estas reservas virais não conseguem ser reconhecidas pela terapia antirretroviral nem pelo sistema imunitário. O objetivo do projeto é testar, num ensaio clínico fase II, a combinação de fármacos capazes de reduzir as reservas virais não reconhecidas pelo TAR, bem como a avaliação analítica da interrupção de tratamento. A eficiência desta combinação de fármacos será testada durante todo o período do ensaio clínico e comparada com a do grupo de controlo recebendo apenas TAR. Os dois compostos químicos propostos [i.e. auranofina e buthionina sulfoximina (BSO)] reconhecerão as reservas virais das células T de memória e macrófagos (Shytaj et al. 2013 and 2015). A combinação de um regime intensificado antirretroviral com auranofina e BSO após suspensão de TAR demonstrou-se altamente eficaz num estudo de macacos cronicamente infetados com o correspondente homologo do VIH em símios (SIV)mac251 (Shytaj et al. 2013), onde estes apresentaram um fenótipo de cura por um período alargado de dois anos (Shytaj et al. 2015). A segurança da combinação de TAR com auranofina já foi positivamente testada num ensaio clinico a decorrer em São Paulo. De notar que neste ensaio clinico esta combinação foi capaz de baixar os níveis de ADN viral em células mononucleares do sangue periférico (CMSP) comparativamente aos pacientes recebendo exclusivamente TAR, tendo reduzido ainda o número de ADN viral integrado no genoma humano. Além disso, já foi avaliada a segurança da combinacao de auranofina com BSO em macacos e ratos (Shytaj et al. 2013, Fath et al. 2011). Assim, os resultados acima descritos demonstram a possibilidade elevada de sucesso na adição de auranofina e BSO ao atual TAR e isso propomos testar neste ensaio clinico focado a avaliar o potencial curativo desta combinação de fármacos. (AU)