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Fluxo de carbono no metabolismo planctônico no Saco de Mamanguá, baia de Ilha Grande, um ambiente costeiro subtropical do embaiamento de Santos

Processo: 19/24370-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2020 - 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Frederico Pereira Brandini
Beneficiário:Frederico Pereira Brandini
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/17061-6 - Relação entre ambiente e bactérias magnetotáticas, AP.PFPMCG.R

Resumo

A assembléia autotrófica de plâncton ao longo das sub-regiões costeiras subtropicais do South Brazil Bight é dominada pela cianobactéria Synechococcus. Esta investigação tem como objetivo avaliar sua contribuição para o metabolismo total de carbono no sistema planctônico de Mamanguá Ría, um subsistema da Baía da Ilha Grande, litoral sudeste do Brasil. Nossa hipótese foi de que a fixação de carbono fotossintético por cianobactérias não suporta o metabolismo planctônico dentro da Ría. A produção líquida da comunidade (PCN) foi calculada a partir das diferenças entre a produção bruta da comunidade (PCG) e as taxas de respiração da comunidade escura, medidas por incubações in situ usando a técnica de luz e escuridão de oxigênio. Nossos resultados revelam que o orçamento de carbono dentro da Ría não é equilibrado pela produção autotrófica. O déficit da produção líquida de ecossistemas ao longo do ano variou de 0,5 a 1,5 mg m-2 d-1 abaixo do necessário para sustentar o metabolismo local do plâncton. Argumentamos que a diferença entre o GCP diário e a respiração total da comunidade pode ser equilibrada pelo pastoreio de nano-heterotróficos em bactérias heterotróficas. Nossas conclusões se aplicam à maioria das águas meso-oligotróficas da plataforma interna brasileira, afastadas de plumas estuarinas e sistemas de ressurgência (AU)