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Mapeando a disseminação de SARS-CoV-2: dimensão do surto, dinâmica de transmissão, desfechos clínicos da infecção e duração da respostas de anticorpos em uma pequena cidade amazônica

Processo: 20/04505-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2020 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Marcelo Urbano Ferreira
Beneficiário:Marcelo Urbano Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Marcia Caldas de Castro ; Sergio Muniz Oliva Filho
Vinculado ao auxílio:16/18740-9 - Bases científicas para a eliminação da malária residual na Amazônia Brasileira, AP.TEM
Assunto(s):COVID-19  Coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2  Viroses  Infecções por Coronavirus  Doenças transmissíveis  Infecções assintomáticas  Amazônia  Países em desenvolvimento  Pandemias  Monitoramento epidemiológico 

Resumo

O vírus SARS-CoV-2 disseminou-se globalmente e representa agora um importante desafio para os países de baixa e média renda, onde a infraestrutura de saúde pode rapidamente tornar-se sobrecarregada. Esta proposta parte de nossas pesquisas de campo em andamento, financiadas pela FAPESP, para investigar a epidemiologia e o controle da infecção por SARS-CoV-2 em Mâncio Lima, uma pequena cidade amazônica. Tem-se como objetivo geral traduzir as informações geradas pelo estudo de campo em evidências para orientar o controle de COVID-19 em uma das regiões mais pobres do Brasil. Partimos da hipótese de que muitas infecções por SARS-CoV-2 permanecem despercebidas e os portadores assintomáticos de infecção podem continuar disseminando o patógeno em suas interações sociais cotidianas até sua eliminação espontânea, tornando-se imunes a reinfecções ou, pelo menos, à doença grave. Os meios propostos para testar esta hipótese são: (a) utilizar ensaios sorológicos seriados para detectar retrospectivamente eventos de soroconversão, estimar o tamanho do surto de SARS-CoV-2 e identificar fatores de risco associados à soroconversão na comunidade; (b) identificar as interações sociais e os espaços compartilhados, como o domicílio, o local de trabalho, as escolas e as igrejas, que possam ter contribuído para a transmissão local de SARS-Cov-2; (c) calcular a proporção de infecções por SARS-CoV-2 diagnosticadas retrospectivamente que permaneceram assintomáticas ou cursaram com sintomas leves, geralmente sem diagnóstico prévio, e aquelas associadas à doença (COVID-19), resultando em visitas a serviços de saúde e até mesmo em hospitalização, e (d) determinar a proporção de indivíduos que, ao se tornarem soropositivos durante o surto, permanecem com anticorpos contra SARS-CoV-2 ao longo dos 12 meses seguintes. (AU)