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Produção nacional de Tachinaephagus zealandicus (Ashmed) para aplicação no controle biológico de moscas

Processo: 19/08991-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Ferreira de Almeida
Beneficiário:Maria Aparecida Ferreira de Almeida
Empresas:Empresa a definir
Tak Controle Biológico Ltda
CNAE: Criação de animais não especificados anteriormente
Atividades de apoio à pecuária
Município: Pirassununga
Pesquisadores principais:LUCILA MARIA LOPES DE CARVALHO
Pesq. associados: GUIDO TIRONE
Assunto(s):Entomologia  Controle biológico  Avicultura  Diptera  Mosca dos chifres  Parasitoides  Produção animal 

Resumo

Os dípteros muscoideos são moscas que se desenvolvem nos excrementos e restos de alimentos nos ambientes de criação de gado leiteiro e granjas de aves poedeiras podendo estar associados também à vinhaça que se acumula no entorno das usinas de cana-de-açúcar gerando danos à saúde dos animais e do homem, visto que são importantes veiculadores de patógenos que ocorrem nos ambientes de criação animal. O manejo integrado de pragas (MIP) deve ser praticado nestes casos reunindo o controle químico adequado, a limpeza periódica dos locais de criação e o controle biológico. Vespas parasitoides já se apresentaram como eficazes controladores biológicos de dípteros muscoideos, mas no Brasil a liberação massal dos microhimenópteros ainda não foi realizada. Tachinaephagus zealandicus (Encyrtidae) é uma espécie de parasitoide que ataca estágios larvais das moscas e apresenta hábito gregário. Uma colônia de T. zealandicus deverá ser estabelecida associada aos hospedeiros Chrysomya putoria e C. megacephala a partir de espécimes coletados em granjas e será desenvolvido um plano de colonização. Espécimes adultos de C. putoria e C. megacephala serão mantidos em gaiolas em ambiente climatizado (25°C; UR 60%), alimentados com uma dieta contendo açúcar, leite em pó e levedo de cerveja (1:1:1) e água e as larvas se desenvolverão em meio de cultura contendo ágar, leite em pó, caseína, levedura e nipagin. Larvas de terceiro ínstar serão expostas às fêmeas de parasitoide para a postura dos ovos. Os adultos de T. zealandicus serão mantidos em gaiolas que permanecerão em câmaras de germinação (25°C; UR 60%). Após estabelecimento da colônia um experimento piloto será conduzido com a finalidade de avaliar estatisticamente o desempenho do parasitoide no ambiente natural e o modo de liberação. Será realizada uma amostragem das moscas selvagens do local do experimento no momento antes e após a liberação massal dos adultos de T. zealandicus. Anteriormente à liberação no campo, será avaliada a relação de emergência de machos e fêmeas em laboratório. As informações obtidas nesta primeira fase do estudo serão pré-requisitos para a segunda fase do projeto que versará sobre o estabelecimento do controle biológico de dípteros muscoideos utilizando-se o parasitoide T. zealandicus. (AU)