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Aspectos genômicos e epidemiológicos COVID-19 nas populações nativas brasileiras

Resumo

As populações nativas americanas estão desde o contato com colonizadores europeus expostas à uma miríade de patógenos dos quais ficaram isoladas por mais de 15 séculos, desde sua diferenciação na Beríngia. Exemplos são abundantes de epidemias que assolaram a América pós-contato, levando à extinção de diversos povos. Estudos recentes envolvendo amostras antigas e atuais mostram uma diminuição de variabilidade genética entre 50% e 90% após a chegada dos europeus. A principal causa de morte em nativos brasileiros atualmente são complicações respiratórias decorrentes de infecção. Sendo assim, dada a atual epidemia da COVID-19, torna-se importante o estudo dessas populações historicamente vulneráveis, contribuindo para o melhor entendimento do impacto das epidemias (passadas e presente) sobre essas populações, e voltado a investigar a existência de diferenciação genética nesses indivíduos relacionados com a evolução da infecção por SARS-CoV-2. O presente projeto pretende estudar a COVID-19 sob os aspectos genômicos e epidemiológicos em 550 indivíduos pertencentes à duas populações nativas, Tupiniquim e Guaraní-Mbyá, residentes no Espírito Santo, com diferentes níveis de exposição à sociedade urbana. Dados os extensos estudos nessas populações ao longo das últimas décadas, será possível avaliar a evolução da epidemia, se a resposta está relacionada ao perfil genético dessas populações e qual a contribuição de achados clínicos preexistentes (i.e. tuberculose, diabetes). Além disso, será importante a transferência dos achados nesses indivíduos nativos para avaliar se o potencial de infecção pode estar relacionado à ancestralidade nativa na população brasileira. (AU)

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