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Aspectos genômicos e epidemiológicos COVID-19 nas populações nativas brasileiras

Processo: 20/05326-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2020 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Tábita Hünemeier
Beneficiário:Tábita Hünemeier
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre da Costa Pereira ; José Geraldo Mill ; Rafael Elias Marques Pereira Silva
Vinculado ao auxílio:15/26875-9 - Diversidade genômica dos nativos americanos, AP.JP
Bolsa(s) vinculada(s):20/10136-0 - Variabilidade genômica de nativos americanos e sua possível influência na resposta à patógenos, BP.PD
Assunto(s):Genética populacional  Epidemiologia  COVID-19  Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2  Infecções por Coronavirus  Variação genética  Genômica  Perfil genético  Povos indígenas  População do Brasil  Pandemias 

Resumo

As populações nativas americanas estão desde o contato com colonizadores europeus expostas à uma miríade de patógenos dos quais ficaram isoladas por mais de 15 séculos, desde sua diferenciação na Beríngia. Exemplos são abundantes de epidemias que assolaram a América pós-contato, levando à extinção de diversos povos. Estudos recentes envolvendo amostras antigas e atuais mostram uma diminuição de variabilidade genética entre 50% e 90% após a chegada dos europeus. A principal causa de morte em nativos brasileiros atualmente são complicações respiratórias decorrentes de infecção. Sendo assim, dada a atual epidemia da COVID-19, torna-se importante o estudo dessas populações historicamente vulneráveis, contribuindo para o melhor entendimento do impacto das epidemias (passadas e presente) sobre essas populações, e voltado a investigar a existência de diferenciação genética nesses indivíduos relacionados com a evolução da infecção por SARS-CoV-2. O presente projeto pretende estudar a COVID-19 sob os aspectos genômicos e epidemiológicos em 550 indivíduos pertencentes à duas populações nativas, Tupiniquim e Guaraní-Mbyá, residentes no Espírito Santo, com diferentes níveis de exposição à sociedade urbana. Dados os extensos estudos nessas populações ao longo das últimas décadas, será possível avaliar a evolução da epidemia, se a resposta está relacionada ao perfil genético dessas populações e qual a contribuição de achados clínicos preexistentes (i.e. tuberculose, diabetes). Além disso, será importante a transferência dos achados nesses indivíduos nativos para avaliar se o potencial de infecção pode estar relacionado à ancestralidade nativa na população brasileira. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em genética de populações no Instituto de Biociências da USP