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Lactonas Sequesterpenas Isoladas de uma Planta Brasileira de Cerrado (Eremanthus spp.) Como Compostos Antiproliferativos, Caracterizados por Análise Funcional e Proteômica, são Candidatos a Novas Terapêuticas no Glioblastoma

Processo: 20/03486-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2020 - 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:José César Rosa
Beneficiário:José César Rosa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Produtos naturais  Proteômica 

Resumo

Os gliomas são responsáveis por mais de 60% de todos os tumores cerebrais primários. O glioblastoma multiforme (GBM), um tumor de grau IV (OMS), é um dos gliomas mais frequentes e malignos. Apesar de duas décadas de avanços na descoberta de novos marcadores para GBM, a quimioterapia de escolha recai na temozolomida após cirurgia e radioterapia, que não são suficientes para aumentar a sobrevida dos pacientes por mais de 15 meses. É urgente descobrir novos compostos anti-glioma. Muitos compostos derivados de produtos naturais têm sido utilizados no desenvolvimento de medicamentos antitumorais. Neste trabalho, examinamos seis lactonas de sesquiterpeno de baixo peso molecular, isoladas de Eremanthus spp., E estudamos sua função como agentes antiproliferativos contra cepas de GBM. e Demonstramos que dois deles, goyazensolide e lynnofolide, foram eficazes na redução da viabilidade celular, impedindo a formação de colônias dependentes de ancoragem e foram capazes de passar por uma barreira mimética do cérebro e sangue, tornando-os candidatos à terapia de glioma, sendo mais potentes do que temozolomida, de acordo com ensaios in vitro para as linhas celulares testadas. A análise proteômica revelou várias proteínas alteradas envolvidas no metabolismo glicolítico e no catabolismo celular. (AU)