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Avaliação da interação entre as armadilhas extracelulares dos neutrófilos (NETs) com o Vírus sincicial respiratório humano (hRSV)

Processo: 18/09021-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Karina Alves de Toledo
Beneficiário:Karina Alves de Toledo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Pesq. associados:Aripuanã Sakurada Aranha Watanabe ; Daniel Carvalho Pimenta ; Roosevelt Alves da Silva
Assunto(s):Imunidade inata  Doenças respiratórias  Vírus sincicial respiratório humano  Armadilhas extracelulares  Neutrófilos  Inflamação  Proteínas virais de fusão  Interações vírus-célula  Antivirais 

Resumo

O Vírus Sincicial Respiratório (hRSV) é o principal agente etiológico das infecções virais agudas do trato respiratório inferior, resultando em mais de 3 milhões de casos muito graves de bronquiolite todo o ano. Durante a infecção, leucócitos são massivamente recrutados ao sítio infeccioso onde secretam citocinas e outros mediadores inflamatórios. Cerca de 70% destas células são neutrófilos que, além de secretar o conteúdo de seus grânulos, podem secretar estruturas extracelulares que formam uma espécie de rede microbicida, as NETs. Essas estruturas são formadas principalmente por DNA e proteínas granulares/nucleares/citoplasmáticas e têm a função de capturar e inativar diferentes tipos de microrganismos. Estudos recentes demonstram que o hRSV é capaz de induzir a formação das NETs através da sua proteína F, confirmando achados clínicos em pulmões de pacientes infectados com hRSV. O excesso de NETs, debris celulares e muco decorrentes da infecção por hRSV, formam um muco consistente de difícil expectoração que se acumula no lúmen dos bronquíolos, restringindo drasticamente o fluxo de ar, agravando o quadro clínico do paciente. Foi demonstrado que as NETs interagem com as partículas virais do hRSV e, dados recentes do nosso grupo indicam que este contato resulta em ação virucida destas estruturas, sem confirmar a identidade de qual (is) molécula (s) estaria(m) envolvida(s) diretamente neste efeito. Assim, o objetivo desse trabalho é identificar qual (is) molécula (s) das NETs seria(m) responsável(is) por aquele efeito virucida visto no estudo anterior. Para tanto, serão realizados ensaios imunobiológicos, in sílico e in vitro. Para investigarmos a interação entre algumas macromoléculas das NETs e a proteína viral F serão realizadas análises, eletroforese, Western Blot, docking/dinâmica molecular e proteômica. As consequências biológicas desta interação serão avaliadas através de ensaios in vitro (virucida) em células HEp-2 utilizando linhagens de cultura e amostras clínicas de RSV. Os dados gerados neste estudo poderão direcionar novas estratégias no tratamento de pacientes com hRSV, desde a melhora na qualidade respiratória quanto no bloqueio da disseminação viral. (AU)