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Probiótico como uma ferramenta terapêutica no eixo pele-pulmão-intestino

Resumo

A incidência e prevalência de doenças inflamatórias crônicas como dermatite, asma e doença inflamatória intestinal (DII) está aumentando em todo o mundo, afetando principalmente países com estilos de vida ocidentais. Dados epidemiológicos mostram que existe uma relação importante entre doenças inflamatórias alérgicas da pele e asma. A asma está também associada ao desenvolvimento subsequente de DII. A pele, pulmão e intestino fazem parte do sistema de barreira que protegem o organismo contra patógenos do meio externo. Os mecanismos pelos quais estas doenças estão interligadas não está claro. Sabe que microbiota intestinal e seus produtos metabólicos, como os ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs) estão envolvidas com o desenvolvimento da dermatite, da asma e DII, mas não se sabe se a mesma é responsável pela ligação entre essas doenças. Dados preliminares sugerem que a dermatite leva a alterações na homeostasia pulmonar e intestinal. Neste estudo, nosso objetivo é entender se estratégias probióticas podem impedir que a dermatite leve a alterações na homeostasia pulmonar e intestinal. Primeiramente, avaliaremos em modelo experimental as consequências da dermatite para a homeostasia pulmonar e intestinal, bem como o papel da microbiota intestinal através do uso de animais germ-free. Em seguida, avaliaremos se o tratamento com probiótico é capaz de inibir o acometimento pulmonar e intestinal ocasionada pela dermatite. Embora a regulação imunológica pela microbiota tenha sido exaustivamente estudada em partes isoladas da mucosa ou de barreira, estudos sobre a integração da pele, da mucosa do pulmão e do intestino são escassos. (AU)

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