Busca avançada
Ano de início
Entree

Estresse durante o neurodesenvolvimento e sociabilidade: possíveis efeitos comportamentais e morfofuncionais

Processo: 19/03750-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2020 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Neves Girardi
Beneficiário:Carlos Eduardo Neves Girardi
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Córtex pré-frontal  Sociabilidade  Proteínas proto-oncogênicas c-fos  Espinhas dendríticas  Privação materna  Psicobiologia 

Resumo

Este estudo empregará um modelo animal de adversidade no período neonatal para caracterizar alterações neurobiológicas e comportamentais decorrentes de insultos durante o neurodesenvolvimento. Eventos adversos durante fases críticas do neurodesenvolvimento podem acarretar prejuízos comportamentais e neurobiológicos duradouros e como possível consequência, a vulnerabilidade a transtornos neuropsiquiátricos. Dentre estes prejuízos, destacam-se alterações morfofuncionais no córtex cerebral, com importantes consequências comportamentais tardias, como déficit na sociabilidade, ansiedade e deficiência cognitiva. Os cuidados maternos têm importante papel na homeostase do neurodesenvolvimento. Modelos animais que empregam a ruptura destes cuidados no período neonatal têm se destacado na investigação sobre os efeitos tardios de adversidades na infância. A privação materna por 24 horas (PM)é um destes modelos e têm revelado alterações no sistema de transmissão dopaminérgico, prejuízo no processamento sensório-motor, aumento do comportamento tipo-ansioso e déficit na sociabilidade. Deste modo, o objetivo deste trabalho é analisar as consequências de curto e longo prazo, desencadeadas pela PM, sobre a morfologia dendrítica do córtex cerebral, sobre diferentes aspectos relacionados ao comportamento social, bem como sobre a ativação neuronal dopaminérgica subjacente à motivação para estímulos sociais na idade juvenil. Para isso, será empregada a técnica de Golgi-Cox para avaliação da morfologia dendrítica cortical, testes comportamentais para avaliar a motivação por interação social, e imunofluorescência com dupla marcação para avaliar a ativação de neurônios dopaminérgicos nas principais estruturas cerebrais relacionadas à propriedade reforçadora dos estímulos sociais. Tendo em vista que prejuízos na sociabilidade representam um importante aspecto disfuncional de transtornos neuropsiquiátricos, estes achados poderão fornecer possíveis insights sobre a fisiopatologia destes transtornos, bem como identificar possíveis alvos preventivos e terapêuticos. (AU)