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Estudo de coorte prospectiva para avaliação de aspectos clínicos, virológicos e de resposta do hospedeiro em pacientes com COVID-19

Processo: 20/05110-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Reinaldo Salomão
Beneficiário:Reinaldo Salomão
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexandre Keiji Tashima ; Jaquelina Sonoe Ota Arakaki ; Maria Aparecida Juliano ; Milena Karina Coló Brunialti ; Nancy Cristina Junqueira Bellei ; Paulo Roberto Abrão Ferreira
Vinculado ao auxílio:17/21052-0 - Sepse: mecanismos, alvos terapêuticos e epidemiologia, AP.TEM
Assunto(s):Infecções por Coronavirus  COVID-19  Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2  Interações entre hospedeiro e microrganismos  Resposta inflamatória  Choque séptico  Linfócitos T  Citocinas  Quimiocinas  Proteômica  Imunofenotipagem  Estudos de coortes  Avaliação clínica  Pandemias 

Resumo

Estamos iniciando as atividades de unidades (enfermarias e UTI) destinadas ao atendimento de pacientes com COVID-19 no Hospital São Paulo, portanto, com a oportunidade de acompanhar prospectivamente pacientes com doença moderada a moderada/grave. Esses pacientes estarão clinicamente entre os que serão dispensados para o domicílio (quadros leves) e aqueles que devem ser admitidos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) (quadro graves). Desta forma, o desfecho dos mesmos será a alta hospitalar ou deterioração clínica com necessidade de drogas vasoativas e suporte ventilatório, com internação em UTI e eventual óbito, ou seja, com melhora ou agravamento do paciente. Assim, teremos oportunidade única de monitorar a resposta do hospedeiro e descrever os processos ou vias alteradas na admissão e seguimento de pacientes com desfechos clínicos distintos. O comprometimento pulmonar dos pacientes com COVID-19 e os dados disponíveis em séries de pacientes permitem afirmar que há envolvimento da imunidade inata e adquirida, com destacada linfopenia e elevados níveis de citocinas pro-inflamatórias (maior riqueza de dados para SARS-CoV e MERS-CoV). Temos histórico de contribuições de projetos apoiados pela FAPESP (processos 2011/20189-5 e 2017/21052-0) avaliando a resposta do hospedeiro na sepse, o que inclui a investigação de imunofenotipagem de leucócitos, pesquisa de citocinas no plasma e intracelulares, além de outras funções celulares. Mais relevante para essa proposta, recentemente ampliamos nossas ferramentas de investigação incorporando transcriptômica e proteômica, o que tem nos permitidos avaliar, de forma compreensiva, a resposta do hospedeiro no contexto da sepse. Nossa hipótese é que nos pacientes com COVID-19 além das alterações de subpopulações linfocitárias, que vamos avaliar imunofenotipicamente, da presença de citocinas circulantes, que também avaliaremos, ocorra uma perturbação maior da regulação de transcrição e tradução gênica e que essa seja captada na análise do proteoma das células mononucleares. Tendo em vista que acompanharemos pacientes com potencial evolução de melhora ou de piora, podemos descrever processos relacionados a esses desfechos e, eventualmente, biomarcadores que nos auxiliem a antecipá-los.OBJETIVOSObjetivo Geral Tendo em vista que acompanharemos pacientes com potencial evolução de melhora ou de piora, podemos descrever processos ou padrões de resposta do hospedeiro relacionados a esses desfechos e, eventualmente, identificar biomarcadores que nos auxiliem a discriminar pacientes com menor ou maior potencial de gravidade. Objetivos Específicos: 1. Clínico-epidemiológico. Descrever as alterações clínicas nos pacientes de moderada gravidade, caracterizando aspectos que possam estar relacionados com o desfecho dos mesmos. 2. Monitoramento virológico: Fazer avaliação da presença do SARS-CoV-2 em secreção nasal e de orofaringe durante o seguimento dos pacientes. 3. Avaliar a dinâmica das alterações nas populações de células do sangue periférico (linfócitos, monócitos e neutrófilos); a. Monitoramento da contagem de linfócitos T, TCD4, TCD8, B e NKb. Avaliar a expressão de marcadores de ativação celular (HLA-DR e CD38) em linfócitos TCD4+ e TCD8+4. Determinar o nível plasmático de citocinas e quimiocinas envolvidas na patogênese da doença e representativas da atividade inflamatória e anti-inflamatória, assim como de subpopulações de linfócitos T. 5. Proteômica de células mononucleares do sangue periférico (PBMC). a. Análises proteômicas qualitativa e quantitativa (Label-free quantification); b. Enriquecimento funcional; c. Redes de interação proteína-proteína (PPIN), buscando por proteínas-chave e módulos. Estimamos a casuística em 100 pacientes, dos quais 20% devem ter deterioração clínica e 80% resolução clínica com o tratamento em enfermaria. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio::
O quebra-cabeça da imunidade 
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (2 total):
Sputnik Mundo (Rússia): Después de la vacuna: 4 preguntas bastante comunes sobre la inmunidad al COVID-19 (12/Ago/2020)
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais: 'Outra estação', da Rádio UFMG Educativa, explica como o corpo se defende (08/Ago/2020)