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Regulação do splicing de miRNAs no câncer

Processo: 19/21874-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2020 - 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Patricia Pereira Coltri
Beneficiário:Patricia Pereira Coltri
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias  MicroRNAs 

Resumo

O splicing é um processo essencial durante a expressão gênica em eucariotos. Os pré-RNAs tem seus introns removidos e exons ligados graças à atividade do spliceossomo. Este é um grande complexo ribonucleoprotéico de ~2 MDa, composto por 5 pequenos RNAs nucleares (snRNAs) e mais de 100 proteínas. Mutações ou alterações no reconhecimento dos sítios de splicing ou em componentes do spliceossomo podem causar diferentes doenças, entre as quais o câncer. Neste sentido, o spliceossomo emerge como um importante alvo terapêutico. No genoma humano, mais de 70% dos miRNAs estão em introns e destes, muitos estão envolvidos com o câncer. Resultados obtidos por nosso grupo de pesquisa revelaram que proteínas do grupo das hnRNP estão especificamente associadas aos spliceossomos formados em introns contendo os miRNAs intrônicos 18a e 19a. A hipótese deste projeto é que as hnRNPs, especialmente hnRNP C, K, M e U, participem ativamente da regulação do splicing em introns que contém miRNAs. De fato, muitos miRNAs intrônicos envolvidos no câncer possuem sítios para ligação destas proteínas. Para testar esta hipótese, investigaremos se o aumento e/ou redução destas proteínas modulam o splicing de miRNAs intrônicos associados com o câncer. Além disso, pretende-se investigar os efeitos de compostos inibidores do splicing no processamento destes miRNAs. Estes experimentos serão combinados com ensaios de cinética celular, avaliando a tolerância e sensibilidade das células à estes compostos. Espera-se que caso as proteínas interfiram no splicing, o processamento dos miRNAs oncogênicos, e consequentemente, as suas atividade, sejam alteradas. Além disso, se nossa hipótese estiver correta, a presença do inibidor poderá impedir ou retardar a produção destes miRNAs. Em um contexto geral, os resultados deste trabalho contribuirão para compreender os mecanismos de regulação do splicing, especialmente no caso de doenças como o câncer, bem como o papel de inibidores deste processo no tratamento, dando continuidade à linha de pesquisa do laboratório. (AU)