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Vozes para uma revolução: a Nova Canção Chilena e a questão cultural no Chile da Unidade Popular

Resumo

A vitória de Salvador Allende - candidato pela Unidade Popular (UP) - nas eleições presidenciais chilenas de 1970 trouxe consigo o imperativo de construir uma "nova cultura" e um "homem novo", objetivo que gerou intensos debates no meio intelectual. Tendo no horizonte a perspectiva de influir na formulação de políticas culturais oficiais, diversos cientistas sociais, escritores, artistas e militantes dos partidos integrantes da UP procuraram postular suas bases, revelando posições heterogêneas e inclusive contraditórias nas discussões sobre o papel que deveriam assumir os "trabalhadores da cultura" na Via chilena ao socialismo. Centrando-se no debate cultural travado no interior da esquerda, o livro busca mapeá-lo de modo a situar os discursos e a produção artística ligada ao movimento da Nova Canção Chilena (NCCh), a fim de demonstrar que, no contexto estudado, os músicos foram parte da intelectualidade engajada. A análise realizada se pautou principalmente na imprensa governista e nos discos lançados entre 1970 e 1973, verificando como as principais tendências observadas no debate cultural se manifestaram no movimento; até que ponto os posicionamentos defendidos pelos músicos estiveram afinados com os propósitos governamentais; e se eles de fato chegaram a influenciar as políticas culturais debatidas e levadas a cabo pela UP entre 1970 e 1973. Buscamos, a partir daí, compreender quais elementos contribuíram para a identificação da NCCh com os novos valores propostos pelos dirigentes políticos, permitindo que o movimento se consagrasse nacional e internacionalmente como o principal referente cultural da esquerda chilena. (AU)

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