| Processo: | 19/22912-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Jeremy Andrew Squire |
| Beneficiário: | Jeremy Andrew Squire |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Fabiano Pinto Saggioro ; Luciano Neder Serafini ; Rodolfo Borges dos Reis ; Sergio Akira Uyemura ; Tamara L Lotan ; Thiago Vidotto |
| Assunto(s): | Biologia molecular Neoplasias da próstata Biomarcadores Genômica Inibidores de checkpoint imunológico Análise mutacional de DNA Imunoterapia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biomarkers | Checkpoint inhibitors | Genomics | Mutation analysis | patient stratification | Prostate Cancer | Biologia Molecular do Câncer |
Resumo
A imunoterapia melhorou a sobrevida do paciente em muitos tipos de câncer, mas no câncer de próstata (PCa) os resultados iniciais da imunoterapia foram decepcionantes. Este tumor é considerado imunologicamente "frio" e incapaz de gerar uma resposta eficaz das células T contra as células tumorais. No entanto, uma porcentagem pequena, mas significativa, de pacientes com PCa responde à imunoterapia por razões atualmente desconhecidas. Esses dados sugerem que a seleção de pacientes com base em biomarcadores que preveem uma resposta imune eficaz pode ser fundamental para o sucesso da imunoterapia no PCa. Nossos resultados anteriores e descobertas recentes da literatura sugerem que mutações somáticas que afetam PTEN, TP53, CDK12 e as fusões ETS podem alterar a expressão gênica e ajudar o PCa a evitar a vigilância imunológica. Nossa hipótese é que os PCas que não respondes aos inibidores do checkpoint adquiriram mutações somáticas específicas que levam a alterações transcricionais no tumor e influenciam as células imunes e as citocinas secretadas no microambiente tumoral, facilitando a evasão imune. Em nosso desenho experimental, determinaremos o impacto desses quatro subtipos mutantes de PCa nas alterações celulares que afetam as células imunes e os outros tipos celulares infiltrados no microambiente tumoral (TME) de 30 PCas, conforme determinado por citometria de fluxo. Nossa análise por citometria de fluxo identificará os tipos de células imunes, como células supressoras derivadas mielóides (MDSCs), células T regulatórias (Tregs), fibroblastos associados ao tumor (CAFs), macrófagos associados ao tumor (TAMs) e células dendríticas, associadas à imunossupressão tumoral. Confirmaremos a identificação dos tipos celulares e interações células imunes e tumorais por microscopia imunofluorescente. Também analisaremos os níveis de citocinas associados à resposta imune. Em seguida, realizaremos a análise transcricional de 24 tumores usando um painel de resposta imune com 395 genes, comparando os tumores representativos com características celulares e mutacionais fortemente associadas à evasão imune com o grupo de tumores representativos com menos características de evasão imune. Esta análise fornecerá novas informações de expressão sobre as vias imunológicas relacionadas à evasão imune que podem atuar downstream aos subtipos mutacionais já descritas na literatura. Nós correlacionaremos as mudanças de expressão em vias imunes específicas com a presença de fusões ETS e mutações de PTEN, TP53, CDK12 no contexto de alteração do conteúdo de células imunes, variação nos estados de ativação de células T e ativação da sinalização de citocinas no microambiente tumoral. As alterações de expressão nos genes mais informativos serão validadas por RT-PCR quantitativa, utilizando toda a coorte deste estudo. Em seguida, realizaremos a imunofluorescência das seções de cada tumor para determinar o conteúdo de células imunes. Validaremos os achados celulares no microambiente tecidual de nossa coorte de 91 PCa, desenvolvida como parte do projeto anterior financiado pela FAPESP e em colaboração com os estudos do Johns Hopkins. Nossa análise permitirá identificar um painel de 20 a 30 genes para uso como biomarcadores preditivos de ativação da evasão imune no TME do PCa. Acreditamos que entender como as mutações somáticas comuns no PCa podem levar a alterações transcricionais que afetam a resposta imune fornecerá novas abordagens para melhorar o sucesso da imunoterapia neste tumor. (AU)
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