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Avaliação da resposta imune humoral e da resposta inflamatória em pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19 no Hospital Sírio Libanês e correlação com a severidade da doença

Processo: 20/06409-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Edison Luiz Durigon
Beneficiário:Edison Luiz Durigon
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Anamaria Aranha Camargo ; Danielle Bastos Araujo ; Danielle Bruna Leal de Oliveira ; Esper Georges Kallás ; Luiz Fernando Lima Reis
Vinculado ao auxílio:16/20045-7 - Descoberta de antígenos e desenvolvimento de métodos de diagnóstico sorológico e estratégias vacinais contra o Vírus Zika (ZIKV), AP.TEM
Assunto(s):Virologia  Infecções por Coronavirus  COVID-19  Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2  Imunização passiva  Anticorpos neutralizantes  Resposta inflamatória  Resposta imune  Pandemias 

Resumo

Em dezembro de 2019, foi anunciado em Wuhan - China, a ocorrência de um surto de pneumonia causado por um novo beta coronavirus. Desde então, o vírus se espalhou por mais de 195 países e territórios, e o número de casos reportados da doença vêm aumentado exponencialmente. Diversos agentes para o tratamento da doença estão sendo testados em ensaios clínicos sem dados controlados de eficácia e segurança, ou em protocolos de uso compassivo. Recentemente, o Food and Drug Administration (FDA - agência regulamentadora de medicamentos dos EUA) aprovou como produto investigacional o uso de plasma de indivíduos convalescentes infectados pelo SARS-CoV-2 no tratamento de pacientes com quadros graves da doença desde que prescrito por médico habilitado. Na teoria, a imunoterapia passiva com plasma de doadores convalescentes permitiria a transferência de anticorpos neutralizantes capazes de suprimir a viremia e modificar a resposta inflamatória e imune do paciente, alterando o curso da doença. Postula-se, neste caso, que pacientes convalescentes teriam altos títulos de anticorpos neutralizantes e pacientes com quadros graves teriam baixos títulos desses anticorpos, justificando assim a transferência de anticorpos por imunoterapia passiva. No entanto, poucos estudos caracterizaram até o momento a resposta inflamatória e humoral em indivíduos infectados por SARS-CoV-2 e há apenas um relato sobre a presença de anticorpos neutralizantes no plasma de indivíduos infectados com SARS-CoV-2. Essa caracterização é essencial para um melhor embasamento científico do uso da imunoterapia passiva em pacientes com quadros graves de COVID-19, bem como para uma melhor padronização dessa terapia buscando maior eficácia e segurança. Neste contexto, este projeto tem como objetivo quantificar e comparar os níveis de anticorpos neutralizantes em dois grupos de pacientes com qRT-PCR positivo para a detecção do SARS-Cov-2: pacientes com quadros graves de insuficiência respiratória aguda e pacientes convalescentes da doença. Pretende-se também quantificar e comparar o perfil de proteínas plasmáticas e de células do sistema imune presentes no sangue dos dois grupos de pacientes. (AU)