Busca avançada
Ano de início
Entree

Papel da carnosina no manejo do Ca2+, controle do estresse oxidativo e na proteção à glicação proteica: avanços e aplicações do estudo "vida sem carnosina"

Processo: 19/25032-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2020 - 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Guilherme Giannini Artioli
Beneficiário:Guilherme Giannini Artioli
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Antonio Carlos Seguro ; Bruno Gualano ; Craig Sale ; Lívia de Souza Gonçalves ; Maria Heloisa Massola Shimizu ; Marisa Helena Gennari de Medeiros
Assunto(s):Diabetes mellitus  Estresse oxidativo  Exercício  Carnosina  Metabolismo 

Resumo

Este projeto tem como objetivos avaliar, in vivo em modelos experimentais de desafio à homeostase (exercício físico agudo e diabetes mellitus), utilizando marcadores bioquímicos e funcionais, se a carnosina desempenha as seguintes funções: proteção contra espécies reativas de oxigênio, nitrogênio e produtos tóxicos do metabolismo; proteção contra glicação e carbonilação proteica; controle metabólico, perfil inflamatório e captação de glicose em modelo experimental de diabetes; regulação da motilidade de Ca2+ durante a contração muscular. Três estudos independentes e complementares são propostos, todos utilizando ratos Wistar nocaute (KO) para o gene CARNS1 (codifica enzima responsável pela síntese endógena de carnosina nos tecidos - a linhagem já foi desenvolvida e está à disposição de nossa equipe de pesquisa), que serão comparados com seus controles selvagens (WT). Estudo 1: amostras de músculo esquelético e cardíaco obtidas em repouso (sem desafios à homeostase) de animais KO e WT serão submetidas a ensaios de atividade da SERCA, afinidade SERCA-Ca2+ e transporte de Ca2+, por meio do ensaio Time-Resolved Fluorescence Resonance Energy Transfer (TR-FRET). Estudo 2: animais WT e KO serão tratados com estreptozotocina para indução de diabetes (DB), ou apenas com tampão sem princípio ativo (SHAM) para controle (CON), formando-se assim 4 grupos: WT-DB, WT-CON, KO-DB e KO-CON. Após confirmação do diabetes, os animais serão acompanhados frequentemente por 8 semanas (acompanhamento de massa corporal, glicemia de jejum, consumo de água e ração), quando o experimento será encerrado. Na última semana de experimento, as seguintes avaliações funcionais serão realizadas: ecocardiografia e clamp euglicêmico-hiperinsulinêmico (subgrupo 1), teste de tolerância à insulina (ITT) e avaliação da função renal por clearance de inulina (subgrupo 2), e função contrátil do músculo sóleo e respiração mitocondrial cardíaca (subgrupo 3). Ao final dos experimentos em todos os subgrupos, sangue e tecidos (sóleo, coração e rins) serão coletados para determinação dos seguintes parâmetros: no sangue/plasma/soro: glicemia de jejum, insulina de jejum, hemoglobina glicada, perfil lipídico (VLDL, LDL, HDL, TG), perfil inflamatório (TNF-±, IL-6, IL-1², IL-10), aldeídos reativos (HNE e HHE) e seus adutos com carnosina; nos tecidos: malondiadeído (TBARS), 3-nitrotirosina, 8-isoprostano, atividade das enzima SOD, CAT e glutationa peroxidase, glutationa total e oxidada, proteína carbonilada, produtos da glicação avançada e sonda fluorescente dihidroetidina (DHE) para visualização de radicais peróxido em cortes histológicos. Estudo 3: animais WT e KO serão eutanasiados em repouso ou após 1 sessão aguda de 100 minutos de exercício de natação com carga de 5% da massa corporal, um protocolo que sabidamente leva ao aumento agudo de marcadores de estresse oxidativo. Serão coletados sangue e os tecidos sóleo, coração e rins, os quais serão submetidos às mesmas análises descritas no estudo 2. (AU)