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Infecção pelo Mycoplasma hyopneumoniae: fatores patogênicos, mecanismos de resposta e estratégias alternativas de estímulo imunológico

Processo: 19/19710-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Luís Guilherme de Oliveira
Beneficiário:Luís Guilherme de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa quantitativa (qRT-PCR)  Doenças dos suínos  Interleucinas  ELISA  Infecção experimental 

Resumo

O Mycoplasma hyopneumoniae, principal agente etiológico da Pneumonia Enzoótica Suína, é um micro-organismo amplamente difundido na suinocultura mundial cuja prevenção é de grande interesse para o sistema produtivo, já que sua colonização no tecido pulmonar leva a intensas perdas produtivas. A dinâmica do agente e os mecanismos de estimulação do sistema imune, bem como a formação de lesão pulmonar, ainda estão pouco elucidados. Sabe-se também que vacinas comercialmente disponíveis atenuam a manifestação clínica da doença e lesões pulmonares, porém levam a uma fraca resposta imune de mucosa e não impedem a colonização da bactéria. Assim, busca-se desenvolver dois estudos paralelos e complementares, com o objetivo de (i) compreender melhor a dinâmica do hospedeiro e a estimulação do sistema imune por parte deste, e (ii) de desenvolver de um carreador-imunoestimulante específico, de administração oral, a partir do encapsulamento de proteínas da membrana do agente. Pretende-se incrementar a resposta imunológica da mucosa respiratória a partir do estímulo da mucosa intestinal, e assim diminuir a extensão das lesões pulmonares ao abate. Serão utilizados 74 leitões para os dois estudos. O primeiro utilizará 24 animais, sendo 16 animais desafiados com 5 mL de meio de cultura contendo 106 CCU/mL de M. hyopneumoniae pela via traqueal, enquanto oito irão compor o grupo controle, inoculados apenas com 5mL de meio de cultura puro. Semanalmente serão colhidas amostras de sangue e suabes nasais para avaliação sorológica e monitoramento da excreção do agente. Quinzenalmente, quatro animais infectados e dois controles serão abatidos para avaliação macroscópica de lesões pulmonares e colheita de amostras de pulmão, traqueia e lavado traqueobrônquico para quantificação da carga bacteriana e expressão dos genes de sete citocinas. O experimento terá duração total de 56 dias pós-infecção. O segundo estudo utilizará 50 leitões, divididos em cinco grupos de 10 animais. Cada grupo receberá um protocolo vacinal ao desmame, sendo que o Grupo 1 (G1) terá leitões vacinados com vacina comercial de dose única; o Grupo 2 (G2) terá leitões expostos à uma dose do imunoestimulante; no Grupo 3 (G3) os leitões serão vacinados com vacina comercial de dose única e reforço com imunoestimulante após 4 semanas; no Grupo 4 (G4) os leitões receberão duas doses do imunoestimulante, uma ao desmame e outra 4 semanas depois; e o Grupo 5 (G5) constituirá o grupo controle, sem vacinação. Todos os animais deste estudo serão desafiados aos 70 dias de idade da mesma forma que no estudo anterior. Desde o primeiro dia, amostras de fluidos orais serão coletadas de cada baia para monitoramento de resposta de IgA a cada três dias. Semanalmente serão colhidos suabes nasais e orais para monitoramento dos níveis de anticorpos de mucosa por ELISA, e suabes de laringe após desafio para avaliação da excreção do agente por qPCR. Quinzenalmente, serão colhidas amostras de sangue para monitoramento de anticorpos séricos. Trinta dias após o desafio, 50% dos animais de cada grupo será abatido, o pulmão de todos os animais será avaliado quanto à extensão das lesões, e serão coletados lavado traqueobrônquico para mensuração de anticorpos por ELISA e detecção do DNA bacteriano por qPCR, além de fragmentos de pulmão para quantificação da carga bacteriana por qPCR e histopatologia (HE). O restante dos animais será abatido 60 dias após o desafio, próximo aos 130 dias de vida, e passarão pelas mesmas avaliações que os anteriores. Os dados de ambos os estudos serão avaliados quanto a normalidade das variáveis pelo teste de Shapiro-Wilkins. Havendo normalidade, serão aplicados a análise de variância, o teste T simples e teste T pareado. Caso não haja normalidade, serão utilizados testes não-paramétricos (Wilcoxon). Para avaliar a correlação entre as lesões pulmonares e as variáveis investigadas, serão realizados os testes de correlação de Pearson ou Spearman e a análise de regressão linear. (AU)